28/02/2012

ARTIGO DA SEMANA: GESTÃO ESTRATÉGICA DA INOVAÇÃO.

A inovação é um tema que vem sendo muito discutido no meio empresarial. Atualmente, se uma empresa não é inovadora, dificilmente conseguirá competir no mercado. O conceito de inovação é bastante variado, dependendo principalmente, da sua aplicação. Dentre as várias possibilidades de inovar, podem-se citar as inovações tecnológicas, de processos ou métodos organizacionais. Mas enfim, “o que esta inovação tem que refletir, de modo que os que vão usá-la vão querer usá-la, e ver nela sua oportunidade?”

Para Drucker (1985), uma inovação precisa ser simples. Se não houver simplicidade na inovação, a mesma não funcionará. Tudo que é novidade corre perigo e se for complicado demais, não poderá ser consertado ou ajustado. Simplicidade é a essência do processo de inovar, pois todas as inovações que tiveram sucesso foram surpreendentemente simples.

A segunda chave é identificar as necessidades dos clientes ou usuários.  Desta forma, é possível inovar da maneira mais correta e com menores riscos de erros.

A inovação, não deve ser vista apenas como ferramenta de criação de mercados futuros, mas sim de mercados presentes, de modo constante e essencial de sobrevivência. Ela deve incorporar-se ao DNA das empresas e ser um processo contínuo.

Para  Drucker a Inovação é dividida em três condições óbvias, porém frequentemente são ignoradas.

1 – Inovação é trabalho. Ela requer conhecimento. Com freqüência, requer muito engenho. Claramente existem pessoas que são inovadores mais talentosos do que os demais. (...) Em inovação, tanto como em qualquer outro trabalho, existe talento, existe engenho e existe predisposição. Porém, quando tudo for dito e feito, a inovação torna-se um trabalho árduo, concentrado e deliberado, demandando muito em diligência, em persistência e em comportamento. Se esses estão faltando, nenhuma magnitude de talento, engenho ou conhecimento será de proveito.

2 – Para alcançarem êxito, os inovadores precisam valer-se de seus pontos fortes. Os inovadores bem sucedidos vêem as oportunidades com larga amplitude.

3 – E, finalmente, a inovação é um efeito na economia e sociedade, mudança no comportamento de cliente, de professores, de fazendeiros, de oftalmologistas – das pessoas em geral. Ou ela é uma mudança em um processo, isto é, na maneira como as pessoas trabalham e produzem algo. Portanto, a inovação sempre precisa estar junto ao mercado, concentrada no mercado, e, deveras, guiada pelo mercado. (Drucker, 1985, pag. 194-195).

Inovação significa a capacidade de apresentar novos produtos e serviços que dão sustentação à empresa nas relações com seus clientes atuais e potenciais. Com os produtos e serviços que não duram para sempre, a inovação é um fator de competitividade.

* Robson Paniago é Doutor em Ciências Empresariais pela Universidad del Museo Social Argentino, Coordenador do  Curso de Administração do UNISAL – Campinas e Professor de graduação e MBA da FGV. Sócio - diretor da CONSULTEE – www.portalconsultee.com e da CEC – www.cecapivari.com.br. Palestrante, Articulista do Jornal de Jundiaí e Consultor.

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário é muito importante para nós. Após comentar divulgue o blog do Clube de Administração para seus amigos.