11/02/2012

Compras para terceiros no cartão elevam número de inadimplentes em Manaus.

Em janeiro deste ano 3.489 pessoas entraram para o cadastro do SPC. Dos 3,4 mil consumidores com 'nome sujo', 25% emprestaram o nome a familiares e amigos.

[ i ] Compras com o cartão de crédito são responsáveis por 55% das operações no comércio de Manaus, segundo os lojistas

Manaus - A quantidade de devedores que tiveram seu crédito prejudicado por emprestar o nome a terceiros passou de 20%, em janeiro do ano passado, para 25% da massa de inadimplentes no mês passado. Para o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL/Manaus), Ralph Assayag, este aumento é preocupante. "Falamos sempre que é melhor o consumidor brigar antes, para não emprestar o nome, do que depois, quando a dívida já está feita. E agora vemos que isso continua aumentando", afirma.

A aposentada Maria da Graça Batista sempre realizava compras em seu cartão de crédito para um membro da família. No ano passado, no entanto, depois de sofrer um assalto em que lhe tomaram toda a aposentadoria, a parente não conseguiu mais pagar o que devia a Maria da Graça e a dívida consta em aberto desde então. "Eu tinha um crédito alto, nunca deixei de pagar minhas contas. Mas depois disso meu nome acabou sujo e hoje tenho dificuldade para comprar", afirma.

A aposentada acredita que na próxima semana conseguirá resolver o impasse com a amiga e diz que aprendeu uma lição. "Tenho muita dificuldade de dizer não, mas vou me esforçar para não emprestar novamente nem meu cartão nem meu nome", disse ela.

Segundo Assayag, a prática de emprestar o nome para amigos e parentes em compras a prazo é comum. Mas é preciso observar que se a pessoa em questão já tem o nome negativado, as chances de ficar novamente inadimplente são ainda maiores.

Em janeiro deste ano 3.489 pessoas entraram para o cadastro do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). O saldo entre os consumidores que entraram e os que saíram da lista resultou em um aumento de 3,2% em relação ao estoque de janeiro de 2011.

Apesar do aumento, Assayag considera o resultado bom, pois o volume de vendas de dezembro deste ano foi maior. "Quando se vende mais existe maior probabilidade de a inadimplência também ser maior".

Fonte: Diário do Amazonas

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