24/02/2012

PARÁ: Agropecuária gera o maior número de empregos.

De toda a Região Norte, o Pará foi o maior gerador de postos de trabalho formais no campo em janeiro de 2012. E nos últimos 12 meses (fevereiro de 2011 a janeiro de 2012), registrou quase 2.400 empregos formais na agropecuária. Estes números fazem parte de mais um estudo sobre a geração de empregos formais no setor com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

Faz parte do Observatório do Trabalho do Estado do Pará, uma parceria entre o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Renda (Seter) e o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA). O novo mapa mostra saldo positivo de empregos formais e crescimento de 0,80%: foram feitas 2.865 admissões contra 2.456 desligamentos em todo o Pará - saldo positivo de 409 postos de trabalho. No mesmo mês de 2011, a agropecuária paraense também apresentou saldo positivo, só que menor do que o deste ano: 2.584 admissões contra 2.520 desligamentos - 64 postos de trabalho.

As análises do Dieese-PA revelam ainda que em janeiro deste ano, a maioria dos Estados da Região Norte apresentou saldos positivos de empregos formais. E o Pará, mais uma vez, obteve a maior geração (409 postos); seguido do Tocantins (142 postos); Rondônia (88 postos) e Amapá (30 postos). Já o Amazonas foi o único Estado do Norte a apresentar recuo na geração de empregos formais: saldo negativo de 24 postos de trabalho. Em janeiro deste ano, segundo o estudo, foram feitas 4.954 admissões contra 4.307 desligamentos na agropecuária de toda a região - saldo positivo de 647 postos de trabalho e crescimento de 0,74%.

Nos últimos 12 meses (fevereiro de 2011 a janeiro de 2012), o estudo revela que houve saldo positivo de empregos formais com crescimento de 4,89%. Foram feitas 35.279 admissões contra 32.890 desligamentos na agropecuária paraense - saldo positivo de 2.389 postos de trabalho. A pesquisa mostra também que todos os Estados do Norte apresentaram resultados positivos. Mais uma vez o destaque foi o Pará: 2.389 postos de trabalho. Foi seguido pelo Tocantins (727 postos), Amazonas (320 postos) e Rondônia (241 postos).

Nos últimos 12 meses, foram feitas 61.191 admissões contra 56.956 desligamentos na agropecuária de toda a região - saldo positivo de 4.235 postos de trabalho e crescimento de 5,61%. E desse saldo total gerado em todo o Norte, nos últimos 12 meses, 56% ou 2.389 postos foram gerados no Pará. Nesse período, segundo o Caged, o Norte apresentou a melhor taxa de crescimento entre todas as regiões do País, com saldo positivo de 7,95% e a criação de 125.011 novas vagas de empregos.

Ainda segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho, em janeiro de 2012, o País obteve um saldo de 118.895 postos formais de trabalho. É o quarto melhor resultado da série histórica e mostra um crescimento de 0,31% em relação ao estoque de emprego do mês anterior. Os novos dados revelam um comportamento favorável do mercado de trabalho brasileiro, que ficou 30,76% acima da média de geração de empregos para o período de 2003  a 2011.

Lavouras

O Pará foi o segundo Estado da Região Norte e um dos 15 do país entre os produtores das principais lavouras temporárias (arroz, feijão, milho e soja), de acordo com primeira estimativa de safra de 2012 realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), feita através do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), que apontou uma produção de 7. 363.245 toneladas para o Brasil em janeiro de 2012, quantidade 0,69% maior do que o mesmo período de 2011.

Os dados do Pará, sistematizados pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp), mostram que, em relação à estimativa de safra de cereais, leguminosas e oleaginosas, o Estado indica produção de 1.053.533 toneladas, em termos percentuais, é 4,73% inferior à safra de janeiro de 2011.

Entre as culturas divulgadas pelo levantamento, no Pará, as que apresentaram maiores variações absolutas foram a cana de açúcar (145. 638 toneladas) por ter apresentado melhor aproveitamento na colheita, com acréscimo de 20, 40%, e a pimenta do reino (6. 739 toneladas), pois teve ampliação da área plantada e colhida, gerando um crescimento de 7,66%. Com as maiores variações negativas ficaram o milho (-30.199) e a mandioca (28.454).

Fonte: Agência Pará

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