08/03/2012

Comunicação no ambiente de trabalho.

A falta de estrutura emocional pode ser considerada um dos gargalos do século, no que diz respeito às empresas e organizações de qualquer porte e/ou natureza. Os principais conflitos surgem pela inabilidade e insegurança dos gestores que insistem em esperar que seus funcionários “adivinhem” seus pensamentos e que supram todas as possíveis expectativas.

O discernimento do quanto são frágeis às relações que separam a administração consciente, daquela opta pela “repressão da criatividade e talento”, tem seu preço e, na maioria das vezes, é alto.

O receio de perder prestígio ou posição infelizmente ainda é predominante em algumas empresas, apesar dos vários estudos que comprovam o quanto é prejudicial esse tipo de atitude numa empresa. Ainda hoje, com toda tecnologia e conhecimento disponíveis, a teoria e a prática se distanciam, separando-se entre o que é ideal e o que é realidade. Em muitas situações, o cotidiano idealizado de empresa não corresponde ao vivenciado por muitos funcionários, que acabam dependendo “da boa vontade” do profissional que “está” gestor.

Os indivíduos esquecem-se de que nada é “para sempre”, que ninguém é insubstituível e que suas atitudes podem resultar na sua exclusão do quadro de funcionários. É imprescindível estar atento ao que está sendo implementado de inovação e, quando se trata de trabalho em equipe, a fundamentação das atividades tem que ser construída sobre o alicerce do respeito mutuo e na informação coletiva. Afinal as ideias podem divergir não as pessoas.

Evidente que tem que haver uma figura de referência, porém sem ignorar o contraste que está presente não só nas atribuições de quem está num cargo de gestão, como também nas responsabilidades, portanto o gestor tem que estar atento a todos os setores e pessoas dentro da empresa e em como irá alcançar o máximo de satisfação e motivação e como repassar isso dentro da sua equipe.

Para que esses parâmetros sejam possíveis, é preciso que a comunicação não sofra devido a falhas na concepção do papel de cada um no processo, seja na prestação de serviços ou com relação aos produtos da empresa, independente do setor. A mensagem e designações têm que estar claras, sem dúvidas “pairando”, para que as responsabilidades possam ser cobradas. De acordo com Rebechi (2007):

"A compreensão sobre o processo da comunicação no ambiente de trabalho exige, atualmente, um esforço analítico e reflexivo dos estudiosos desta área, que consiga superar a visão funcionalista sobre o entendimento que se tem de organização e comunicação e a relação entre estas duas esferas".

De nada adiantará, ter a consciência de como “deve” funcionar um setor, o que diferenciará no momento da produtividade e satisfação é fazer com que a equipe se sinta valorizada e que tenha claro quais são suas reais atribuições, ou seja, direitos e deveres.

Fonte: Andréa de Carvalho Pereira – CRA/RS 20927 - Publicado no AGORA - O Jornal do Sul.

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