25/04/2012

Número de novos projetos para o Polo Industrial de Manaus caiu 37% em cinco anos.

Manaus - Nos últimos cinco anos, o Polo Industrial de Manaus (PIM) tem atraído cada vez menos empresas e investimentos. É o que revelam os números de projetos industriais submetidos à aprovação no Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam). Enquanto em2008 amédia de projetos era de 44,1 por reunião do conselho, em2012, aquantidade despencou para 27,5, uma redução de 37,6%, de acordo com levantamento feito pelo Portal D24AM.

Os dados consolidados estão disponíveis na Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico (Seplan-AM). Ainda de acordo com os números, em2009 amédia de projetos por reunião foi de 37,6, apontando um comportamento de retração nos anos seguintes como em 2010 (35,6) e 2011 (36,6).

Na avaliação do economista e consultor empresarial, José Laredo, responsável pelo estudo intitulado 'Performance no PIM', o interesse das empresas continua dentro do ritmo normal, mas a decisão de aportar recursos em novos projetos de implantação tem caído na média anual de 4,9%, considerando os últimos sete anos.

Segundo Laredo, a cautela das empresas sempre existe quando se trata de trazer um negócio novo para uma cidade muito longe do centro consumidor do País. "Aliado a isso,  deve-se levar em conta a influência direta de todos os percalços sofridos pela economia brasileira (queda de demanda, juros altos, retomada lenta da economia americana  e a atual crise europeia), que são fatores que influenciam também a tomada de decisão em novos investimentos no PIM", explicou o economista.

José Laredo afirmou que o modelo Zona Franca de Manaus tem sido alvo de consultas, sendo que algumas foram para a frente e outras não se concretizaram até então, especialmente nos segmentos já desenvolvidos do PIM. "Mas também temos uns quatro processos de aplicação para inclusões de novos produtos dentro de PPBs (Processos Produtivos Básicos) já regulamentados, como também para a criação de novos PPBs, que já estão em andamento, uns já protocolados e com boa chance de serem aprovados e outros ainda em fase de preparação a depender de dados do cliente, em segmentos variados", completou.

Para o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo,  a economia brasileira deu uma esfriada, mas o governo federal está agindo de todas as formas para incentivar o consumo. "Quem  tem capacidade de investir, aproveita para realizá-lo agora, para sair na frente. Embora não esteja no ritmo acelerado, o PIM continua gerando interesse", ressaltou Azevedo. Procurada para tratar do assunto, a Seplan disse que se pronunciaria somente hoje.

Fonte: Diário do Amazonas

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