31/05/2012

ARTIGO DA SEMANA: Simplesmente Brasil.

A economia brasileira vem apresentando sinais de estabilização, com perspectivas de baixa dos juros e de uma  carga tributária altíssima com ínfima contrapartida. Mas acreditamos que essa estabilidade veio pra ficar e que a mesma demonstra o amadurecimento da sociedade e de suas conquistas, que aparecem a olhos vistos.
 
Na política ainda temos que avançar na nossa democracia e necessitamos de uma oxigenação do sistema que alimenta muita burocracia (criando dificuldades pra colher facilidades) e na corrupção endêmica que deve ser combatida a todo custo por todos, pois gera um custo altíssimo a todos os protagonistas da sociedade brasileira.
 
A sociedade brasileira , como dizia Gilberto Freyre, em Casa Grande & Senzala é uma mistura de 3 raças: índio, branco e negros. Essa miscigenação criou um povo que preza muito sua identidade e pratica com fervor o carnaval, o futebol e a criatividade . Sem falar no "jeitinho" brasileiro, que é uma faceta á parte de mereceria um capítulo apenas discorrendo sobre esse assunto.
 
Planejar em organizações complexas nos dias atuais prescinde de conhecimentos em diversos assuntos e com uma visão estratégica, com uma visão de longo prazo e de curto prazo. Deve-se pensar a organização para um ano como também para daqui a 10, 15 ou 20 anos pra frente.
 
Devem-se fazer perguntas básicas de o que seu sou? O que eu quero ser? O que fazer para chegar lá? Ou utilizando a linguagem dos mineiros, o mineirês, fazer as clássicas perguntas: 
Don que vin?
Don quit tô?
Pron qui vô?
 
 Ou seja de onde que vim, onde estou e pra  aonde que  vou. São perguntas filosóficas e que devem balizar os caminhos das organizações, pois nessas perguntas vamos encontrando novas respostas e novas posturas pras organizações seguirem em frente. 
E para responder a essas perguntas usamos do planejamento estratégico, tático e operacional. Sendo que o estratégico pensa a organização lá na frente, o tático monta os cenários de agora para se chegar lá no médio prazo e o operacional, como o próprio nome diz faz a empresa acontecer no ano comercial, que no Brasil se encerra em dezembro.
 
Nesse sentido o planejamento não pode esquecer do seu contexto e deve lembrar de sua responsabilidade social. Nesse sentido as empresas não podem apenas retirar recursos da sociedade mas sim devolvê-las a mesma a mesma. Sem pensar no próximo e investir em educação não seremos o país do futuro....

COLUNISTA: Robson Paniago é Doutor em Ciências Empresariais pela UMSA, doutorando em Administração pela UNIMEP, Coordenador do  Curso de Administração do UNISAL – Campinas e Professor de graduação e MBA da FGV. Sócio - diretor da CONSULTEE –www.portalconsultee.com e da CEC – www.cecapivari.com.br. Palestrante, Articulista do Jornal de Jundiaí e Consultor.

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