14/05/2012

ARTIGO DA SEMANA: Um Tiro no pé

 Hoje gostaria muito de falar do Cachoeirinha, Demóstenes, Baixa dos Juros, Popularidade da Dilma etc. Tudo isso é bem premente,  mas peço desculpas e vou falar de los hermanos...

Estou até agora sem entender o que acontece com esse pessoal tão esclarecido e cheio de conhecimento que são os Argentinos e suas opções de vida.

Somos parceiros no MERCOSUL e seu sucesso será o nosso e vice-versa. Mas não entendi quando eles tiveram um Ministro, denominado Domingos Cavallo, que tentou um plano ousado de equipar 1 dólar a 1 peso Argentino.

Não satisfeitos e não percebendo que seu país não tem o mesmo tamanho e expertise do que a maior economia do mundo eles insistiram num plano cheio de erros e o pior é que estão pagando por esse erro de avaliação até hoje e por muito tempo ainda, na minha humilde maneira de pensar.

Mas dizem que nunca devemos subestimar a inteligência de uma nação e dos indivíduos que a compõe e fomos surpreendidos com uma presidente voluntarista, em busca de popularidade e numa tentativa insana de agredir o capital internacional e expulsa uma empresa espanhola de seu país com um recado muito ruim para as organizações que lá estão ou gostariam de aportar.

Percebo que os erros do Cavallo irão se perpetuar e essa bravata misturada com tango pode causar e deve atrasar mais ainda a melhoria de alternativas saudáveis na construção de um país sólido, com boa receptividade no mercado internacional e que possa ajudar ao nosso em conquistas estratégicas.

Pelo contrário percebo que tem iluminados na Bolívia que seguem o mesmo caminho, o caminho da bancarrota e da ilusão de toda uma população.

Tristes trópicos que ficam vendo estas peripatéticas figuras que não conseguem enxergar um palmo acima do nariz e fazem questão de meter todos numa enrascada sem fim...

Triste ver um país que foi considerado a suíça do lado sul entrando em contradições cada vez maiores e destruindo um patrimônio de cultura, povo esclarecido (será?) e com muitas decisões que irão refletir para as próximas gerações de argentinos e bolivianos.

Santa ilusão de que podemos sobreviver agredindo o capital e fechando nossas fronteira e mais do que isso iludindo toda uma população e levando-os ao desastre iminente e sem volta.

Agora entendo por que o Tango é: "O Tango mescla o drama, a paixão, a sexualidade, a agressividade, é sempre e totalmente triste. Como dança é "duro", masculino, sem meneios femininos, a mulher é sempre submissa. O ritmo é sincopado, tem um compasso binário. A síncope é de uma nota tocada no tempo fraco que se prolonga até um tempo forte, o que movimenta a música e desloca acentuação do ritmo", segundo a Wikipédia.

Que triste ver a Argentina se destruindo com pessoas fracas, populistas e totalmente alheias ao sofrimento presente e futuro....

 

COLUNISTA: Robson Paniago é Doutor em Ciências Empresariais pela Universidad del  Museo Social Argentino e Doutorando em Administração pela UNIMEP, Coordenador do  Curso de Administração do UNISAL – Campinas e Professor de graduação e MBA da FGV. Sócio - diretor da CONSULTEE – www.portalconsultee.com e da CEC – www.cecapivari.com.br. Palestrante, Articulista do Jornal de Jundiaí e Consultor. Site: www.portalconsultee.com | E-mails: robson@sj.unisal.br; robsonpaniago@hotmail.com e robson.paniago@fgv.br

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