01/04/2013

Desemprego e Copa elevam em 45% número de microempresas no Amazonas

O nível de desemprego e as oportunidades de negócios relacionadas à realização de jogos da Copa do Mundo de 2014 em Manaus estimulam a criação de microempresas.

Manaus - O desemprego e as oportunidades de negócios para a Copa do Mundo de 2014 têm aumentado o número de empreendedores individuais, de acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Amazonas (Sebrae-AM). Só no primeiro bimestre deste ano, o Estado passou a contar com 1,1 mil novos microempreendedores individuais, totalizando um montante de 30 mil empresários nesse segmento.

Os dados apontam que o a formalização cresceu 45% no período de um ano, índice próximo ao do Rio de Janeiro, onde a taxa foi de 46,9% no mesmo intervalo. No primeiro bimestre de 2012, o Amazonas possuía 20,7 mil empresários individuais.

De acordo com o Sebrae-AM, os setores mais comuns desses empreendimentos são o comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios, os minimercados, mercearias, armazéns e o comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios, além de salões de beleza. Manaus, Parintins, Itacoatiara, Humaitá e Maués são os municípios que mais formalizam atualmente.

Para uma das responsáveis pelo atendimento desse público no Sebrae, Vanusa Galvão, o acesso à informação, o desconhecimento das facilidades e benefícios que o microempreendedor individual pode proporcionar, ainda são os fatores que deixam muitas pessoas atuando informalmente no mercado. "O aumento constante do número de formalizados ocorre pelo fato da desburocratização e da percepção pelas oportunidades geradas devido à Copa de 2014", explicou.

Para o gerente de Atendimento Individual do Sebrae, Douglas Mousse, além do cenário favorável para esse tipo de negócio, a necessidade de emissão de notas fiscais na execução de licitação de obras públicas tem mobilizado as pequenas empresas de serviços a se formalizarem, além da busca por uma atividade que garanta o sustento financeiro. "Existe também a relação com o nível de desemprego, pois muitos dos negócios são abertos por necessidade, mas as pessoas estão criando mais coragem para empreender e botando a cara mesmo", disse Mousse.

Dono de uma metalúrgica há 30 anos, há pouco mais de oito meses o empreendedor individual Antero Ferreira decidiu fazer acompanhamento com os técnicos do Sebrae-AM. Para ele, um dos principais desafios de atuar nessa modalidade é que o dono do empreendimento precisa estar 'ligado' em tudo que acontece na empresa e, muitas vezes, exercer diversas funções. Hoje ele conta com a ajuda de um contador para administrar as contas e prepara o terreno para que seus filhos tomem conta da empresa.

"Já me considero um empresário estabilizado e não tenho uma preocupação grande em expandir muito o negócio. Quero o suficiente para viver em tranquilidade", relata o empreendedor.

Fonte: Diário do Amazonas

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário é muito importante para nós. Após comentar divulgue o blog do Clube de Administração para seus amigos.