01/04/2013

Empregos temporários e terceirizados na indústria aumentam 13% neste ano

Em janeiro desse ano, o número de terceirizados atuando nas 453 empresas do Polo que forneceram dados à Suframa era de 4.919

Manaus - A participação da mão de obra temporária e terceirizada no Polo Industrial de Manaus (PIM) cresceu 13,53% no primeiro mês deste ano na comparação com janeiro de 2012. Os últimos indicadores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) apontam que, mesmo com o nível de emprego mais baixo, a contratação de trabalhadores não efetivos  no setor continua em alta. As incertezas e o ritmo lento da economia são apontados como fatores para o aumento desse tipo de emprego.

Em janeiro desse ano, o número de terceirizados atuando nas 453 empresas do Polo que forneceram dados à Suframa era de 4.919. No início do ano passado, a mão de obra terceirizada  somava 4.320 trabalhadores – uma alta de 13,86%. Também registrou forte aumento a participação dos temporários, de 12,98% no primeiro mês de 2013. O número de temporários era de 2.657 em janeiro de 2012 e passou para 3.002 neste ano.
Os dados da Suframa apontam que a mão de obra temporária e terceirizada tem crescido frente à efetiva no setor industrial depois de haver apresentado uma redução há dois anos.

Na avaliação do vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, a situação ocorre em função do ritmo lento do mercado. "Dada a incerteza (no mercado), as empresas optam por esse artifício da mão de obra temporária, ao invés da definitiva. É exatamente pela dúvida na economia que isso ocorre", explica Azevedo.

O executivo aponta que a prática da contratação de trabalhadores não efetivos é comum, ainda mais quando as empresas têm uma meta de produção a atingir. "Nos meses finais do ano, com as festividades, existe uma demanda grande. Mas sabe-se que no primeiro trimestre essa mão de obra vai ficar praticamente ociosa", disse.

Postos de trabalho

Os dados da Suframa mostram que, historicamente, quanto menor o número de postos de trabalho, maior é o percentual de mão de obra terceirizada e temporária empregada. Em janeiro desse ano, o PIM tinha 118.361 pessoas empregadas, sendo 6,69% terceirizados e temporários. Quando o nível de emprego foi um pouco maior, como em janeiro de 2012, quando 120.262 trabalhadores estavam empregados, a participação dos contratos não efetivos era de 5,8%. Da mesma forma em janeiro de 2011, quando as indústrias tinham preenchidos 111.341 postos de trabalho, dos quais 9,61% eram de temporários e terceirizados. Para o vice-presidente da Fieam, com a estabilidade do mercado, a mão de obra tende a ser efetivada.

O presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, explica que as empresas contratam trabalhadores por tempo determinado para não correr o risco de não poder manter aqueles funcionários. Ele destaca que a situação foi 'um pouco agravada' em 2012.

"As empresas de vários segmentos foram muito impactadas no ano passado e tiveram um novo momento em que as incertezas continuam, sem sinalização de melhora", analisa. Para ele, a maioria dos trabalhadores é efetivada na função.

FONTE: Diário do Amazonas

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