15/04/2013

Todo líder tem a equipe que merece.

Recentemente tive contato com os resultados do estudo conduzido pela Towers Watson, na tentativa de medir engajamento; a empresa pesquisou 90 mil trabalhadores em 18 países e descobriu que apenas 21% estavam engajados no trabalho.

E daí que não sejam engajados desde que cumpram com suas obrigações? Talvez isso não fosse problema no século passado, mas num mundo em que os clientes acordam todas as manhãs perguntando: "O que há de novo, o que há de diferente, o que há de espantoso?", o sucesso depende da capacidade da empresa de liberar a iniciativa, a imaginação e a paixão dos empregados, em todos os níveis, o que só é possível se todos os corações e mentes estiverem envolvidos com o trabalho, com a empresa e com a missão.

Se obediência, a diligência e o conhecimento são as únicas contribuições que você está conseguindo de seus empregados, sua empresa acabará ficando para trás.

E o mais impressionante é perceber o notório desinteresse dos gestores por este quadro. Isso acontece, pois muitos gestores ainda não compreenderam a conexão estreita entre engajamento e sucesso financeiro.

Pois bem, o que você sentiria sobre um médico que mais matasse do que curasse pacientes? E sobre um detetive de polícia que mais cometesse do que resolvesse assassinatos? Ou sobre um professor cujos alunos mais desaprendessem do que aprendessem na escola? No entanto, a maioria dos gestores tende mais a abafar do que atiçar as chamas do entusiasmo dos empregados. Por que não ficamos nem um pouco zangados com o fato de nossos sistemas gerenciais serem mais propensos a frustrar que a motivar grandes realizações?

Precisamos virar pelo avesso o pressuposto "organização primeiro, seres humanos depois". Em vez de perguntar: "Como conseguir que os empregados sirvam melhor à organização?", devemos perguntar: "Como construir organizações que mereçam os dons extraordinários que os empregados podem trazer para o trabalho"?

Em termos mais objetivos, a tarefa mais importante dos gestores de hoje é criar um ambiente de trabalho que inspire contribuições excepcionais e que mereça erupções de paixão, imaginação e iniciativa.

Se sua equipe parece desanimada, pouco produtiva e descomprometida com o trabalho, olhe-se no espelho, senhor gestor, pois eles estão apenas refletindo a sua liderança!

COLUNISTA: Marcia Luz é psicóloga, pós-graduada em Administração de Recursos Humanos, especializada em Gestalt-terapia e mestre em Engenharia de Produção. Autora do livro Agora é Pra Valer, também atua como coach executiva e pessoal formada pelo ICI (Integrated Coaching Institute), com curso certificado pelo ICF (International Coaching Federation). É Sócia-presidente da Plenitude Soluções Empresariais Ltda. http://www.marcialuz.com.br / plenitude@marcialuz.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário é muito importante para nós. Após comentar divulgue o blog do Clube de Administração para seus amigos.