20/05/2013

Em meio à crise, indústria reduz a apresentação de projetos no Amazonas.

Manaus - O número de projetos implantados no Polo Industrial de Manaus (PIM) caiu 17,9% nos últimos quatro anos, aponta um levantamento do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon/AM).

Em 2012, 424 projetos, entre os de novas empresas que querem se instalar em Manaus e de companhias que buscaram ampliar ou diversificar suas linhas de produção, foram cadastrados no órgão.

O recuo preocupa economistas e a indústria local, que apontam a insegurança jurídica e a instabilidade econômica como as causas para a queda.

"Nossa preocupação é que os volumes de projetos e empregos estão diminuindo, e empresas que já estão em Manaus também estão reduzindo seus investimentos", disse o presidente do Corecon/AM, Marcus Evangelista.

A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) discorda dos dados e informa que a média de projetos aprovados pelo Conselho de Administração da Suframa (CAS) é de 250 por ano.

"Os números anuais apresentam relativa estabilidade, sendo registradas algumas variações, porém sempre orbitando por perto deste patamar. No ano passado, por exemplo, foram aprovados 269 projetos, número, portanto, superior à média histórica", afirma o superintendente adjunto de Projetos da Suframa, Gustavo Igrejas.

'Consequência da crise'

O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, afirmou que a indústria local está sofrendo a consequência da crise que afeta a economia mundial e que a redução no número de projetos é reflexo disso. "Não é apenas na Zona Franca de Manaus que enfrenta esse marasmo", disse.

"Mas ainda há uma concorrência, uma incidência de muitos projetos. Quando se acompanha uma reunião do Codam (Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas) e do Cas , sempre há projetos de atualização, empresas fazendo inovação nas linhas e atualizando o número de produtos", afirma Azevedo.

Marcus Evangelista ressalta que a principal preocupação é a possibilidade de perda das vantagens fiscais do Amazonas contra outros Estados. "Essas empresas deixam de se instalar nos grandes centros consumidores em função das vantagens tributárias daqui. Mas quanto tempo mais nós seremos atrativos?".

O especialista ainda ressaltou o peso da logística contra o Amazonas e, segundo ele, as vantagens tributárias têm compensado a falta de rodovias e infraestrutura aeroportuária adequadas, mas as discussões sobre o ICMS preocupam a indústria.

Seminário

A redução nos projetos para a indústria local será debatido no seminário 'Repensando o modelo de desenvolvimento do PIM', que vai ocorrer no dia 23 de maio na Fieam.

A ideia é debater o atual 'modus operandis' do modelo de desenvolvimento do Polo. As propostas serão anexadas a um documento, enviado aos órgãos estaduais e federais responsáveis por gerenciar o PIM.

Fonte: Diário do Pará.

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