14/05/2013

FGV aponta estabilidade no mercado de trabalho e menor oferta de vagas.

Levantamento mostra piora da expectativa de geração de novos empregos no curto prazo.

Manaus - A situação do mercado de trabalho ainda é de estabilidade, embora o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), aponte para um cenário mais negativo em abril comparado a março, quando o indicador caiu 3%.

O quadro, segundo o economista Fernando Holanda Barbosa é de geração de um número menor de vagas e não de extinção dos postos existentes. 

"Esse dado combina bem com as estatísticas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e do Ministério do Trabalho", ressaltou.

Em abril, o recuo do indicador, que prevê o desempenho do mercado de trabalho no período de três a seis meses, foi ditado pelo setor industrial, que está menos otimista com o futuro. A taxa foi diretamente influenciada pela piora da expectativa de geração de emprego no curto prazo e também por um ambiente negativo dos negócios.

Por enquanto, a redução da população à procura de vagas ocorre simultaneamente à abertura de um número menor de vagas, o que determina a manutenção do nível de emprego.

"O desemprego ainda é bastante baixo. Não existe sinal de piora no mercado de trabalho, embora a atividade continue sem reagir", avaliou.

Barbosa ressaltou que o setor de serviços explica como a economia cresce pouco e, ainda assim, 'emprega relativamente bem'. O grande desafio, atualmente, é ter ganho de competitividade nesse setor, que gere avanço da economia, disse o economista.

A previsão da FGV é que a taxa de desemprego fique abaixo de 5,5% em dezembro, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME). Na passagem de março para abril, a expectativa é que a desocupação fique em 5,6%, ante 5,7% no mês anterior.

Fonte: Diário do Amazonas

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