06/01/2015

Compra do material escolar exige cautela para evitar mais endividamento

Orientação é de especialistas, que alertam sobre aumento entre 5% e 10% nos livros didáticos.

Manaus - A procura por material escolar em Manaus já está aquecida e a orientação dos especialistas é pesquisar. As livrarias confirmaram que os preços dos produtos tiverem aumento e é preciso ter cautela para não se endividar.

Para os pais que não realizaram as compras no final do ano, há, em geral, menos de um mês para correr atrás dos itens. As aulas devem retornar no dia 2 de fevereiro, segundo orientação do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Amazonas (Sinepe/AM).

Os preços dos livros tiveram aumento entre 5% e 10%, informa o gerente da Livraria Lira, Eric Lira. "As editoras fizeram os reajustes em outubro, novembro", disse, ao ressaltar que a inflação também contribuiu para incrementos nos demais produtos escolares.

A estimativa da inflação, apurada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu de 6,53% para 6,56% para 2015. O índice aponta a inflação oficial do Brasil.

A bancária Fátima Silva ainda não concluiu a compra de todos os livros para o filho da 4º ano do Ensino Fundamental e já sentiu a diferença. "Ano passado, com tudo, gastei R$ 700. Desta vez, não tem nem a metade dos livros e já gastei R$ 800", contou.

Segundo o economista Ailson Rezende, a tendência é que os preços fiquem mais altos em janeiro, devido à procura. "Já tem o salário mínimo novo, então tudo fica reajustado. E sempre no início de ano, esse material é reajustado em função da procura. É a lei de mercado", explicou Rezende.

A gerente da Livraria Mens'Sana, Kátia Silveira, confirmou que haverá reajuste, mas não soube precisar de quanto. "Até o final da semana, estaremos com a tabela de 2015, mas o aumento deve ser pouco", afirmou.

Para quem ainda não comprou, a dica é pesquisar. "A primeira lição é a tomada de preço, fazer uma coleta de preço em diversas livrarias. A vantagem é que estão todas no Centro", disse Rezende. Os pais podem também optar pela compra coletiva, reunindo vários consumidores de uma única vez. "Quanto maior o grupo, maior o poder de barganha", orienta o economista em relação a descontos.

Outra dica é não levar os filhos para escolher os materiais. A tendência é que as crianças escolham os personagens da moda, que geralmente têm produtos mais caros.

Cléverton Souto optou por levar a filha, que vai para o 1º ano do Ensino Fundamental, para escolher os produtos, mas o pai lida com a pequena de maneira que não tenha prejuízo. "A gente não deixa ela escolher, mostramos pra ela outras opções que podem ser melhores", contou Cléverton. O pai reclama ainda do alto preço das mochilas. "Os quatro livros que comprei foram R$ 230. Tem uma bolsa que, sozinha, custa R$ 396. Muito caro", avalia Cléverton.

Na expectativa de crescimento de até 13% em janeiro, em comparação com o mesmo período de 2013, a Livraria Lira vai sortear um carro modelo Uno Vivace 1.0, tablet, fogão, refrigerador e TV de 32 polegadas no final de março. Os clientes têm direito a um cupom em cada R$ 200 em compras.

Na Livraria Mens'Sana, a expectativa é que as vendas melhorem em relação a 2013.

Lei proíbe lista com itens de uso coletivo

A legislação proíbe solicitar itens de uso coletivo, lembra o Departamento de Proteção ao Consumidor (Procon).

A restrição vale para resma de papel ofício, pincéis e canetas para quadro branco, fitas adesivas, copo descartável, material de limpeza, entre outros.

De acordo com a Lei 12.886/13, "será nula a cláusula contratual que obrigue o contratante ao pagamento adicional ou ao fornecimento de qualquer material escolar de uso coletivo dos estudantes ou da instituição de ensino".

O operador de produção Charles Batista reclamou da quantidade de material pedido na lista da filha. "Só de folha, são uns três a quatro pacotes. Quando recebemos os trabalhinhos de bimestre, não vejo essas folhas todas usadas", disse Charles.

O Procon Manaus orienta que os pais e responsáveis solicitem o plano de utilização dos materiais de forma detalhada. O plano descreve a atividade pedagógica de cada item e quando cada um será utilizado.

Em caso de desrespeito às regras, os pais podem ir até o Procon Manaus, na Rua São Luiz, 416, Adrianópolis, ou no PAC da Galeria Espírito Santo, na esquina das Ruas 24 de Maio e Joaquim Sarmento, Centro, de 8h às 14h. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 0800-092 0111. 

Fonte: Diário do Amazonas

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