18/03/2015

Setor de serviços fica estagnado no Amazonas, aponta pesquisa do IBGE

Resultado  de janeiro só não foi pior em relação a dezembro, quando a atividade  encolheu 1,1%.

Manaus - O setor de serviços do Amazonas ficou estagnado em janeiro, com zero de receita em relação a igual período do ano passado. De acordo com os dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado  só não foi pior em relação a dezembro, quando a atividade  encolheu 1,1%. Na média nacional, os serviços cresceram apenas 1,6%, no primeiro mês do ano.

Responsável pela maior geração de empregos  na economia, o setor foi o segundo que mais fechou postos em janeiro, no Amazonas, atrás apenas do comércio. De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), daquele mês, o fraco desempenho  contribui para a perda de  2,1 mil postos de trabalho na economia do Estado. Com esse  resultado, o Amazonas foi o décimo pior na geração de empregos do  País, entre as 27  Unidades da Federação, naquele mês.

De acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMC) do IBGE, no acumulado dos últimos 12 meses, a receita do setor cresceu 6,2% no Amazonas, um pouco acima da média do País, de 5,4%. No ano passado, a alta acumulada foi de 15,8% no Estado. O IBGE não detalha o desempenho dos  subsetores dos serviços por Estados.

No País, o  crescimento de apenas 1,6% em janeiro foi causado pelo corte de gastos do governo e de empresas privadas, sobretudo com serviços avançados, segundo o técnico da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, Roberto Saldanha. "Nós identificamos no mês de janeiro uma retração bastante significativa no setor de informação e comunicação. Tanto as empresas quanto o governo reduziram seus gastos em contratações, principalmente de serviços de informática. Foi um corte muito forte", apontou Saldanha.

O técnico acrescenta que os cortes feitos pelo governo incluem as esferas federal, estadual e municipal, e são decorrentes das restrições orçamentárias que vêm sendo amplamente divulgadas.

"Os contratos não estão sendo renovados, estão sendo adiados. Nas empresas privadas também estão cortando seus gastos em serviços avançados, que incluem serviços de telecomunicação, informática e serviços técnico-profissionais, que aí abrange consultoria, publicidade e propaganda, e engenharia e arquitetura", enumerou ele.

O setor de serviços vinha de um crescimento nominal de 4,0% em dezembro, de acordo com os dados da pesquisa.

"Essa desaceleração no índice foi basicamente em função da redução na demanda por serviços avançados, tanto tecnologicamente quanto em termos de conhecimento", justificou o pesquisador.

Andrade afirmou que o TRE estima que a biometria deve custar R$ 2,4 milhões até o final dos trabalhos nos serviços em Manaus, Autazes e no Careiro. Nas duas cidades na Região Metropolitana, o cadastramento está previsto para iniciar em fevereiro de 2016.

"O TSE estima que devemos fazer a biometria de 870 mil eleitores e estes recursos são para atender esta demanda. No entanto, temos a expectativa de cadastrar toda a capital, que dá 1,2 milhão de eleitores, por isto já avaliamos pedir mais recursos para atender mais estes dois municípios da Região Metropolitana de Manaus. Ao total, esperamos gastar os R$ 2,4 milhões para cadastrar toda a capital, além de Autazes e Careiro", afirmou.

Até junho, o TRE pretende estar com dez postos de atendimemento espalhados pela cidade, com 180 guichês atendendo à população. Com dois postos já em funcionamento, o tribunal já fez o cadastro de 35 mil até a tarde de segunda.

Hoje, o TRE  e a Câmara Municipal de Manaus (CMM) assinam, nesta quarta-feira, um  Termo de Cooperação Técnica visando agilizar o recadastramento biométrico  na capital.

Com a parceria, a Câmara disponibilizará 40 servidores do quadro de pessoal para fazerem parte da execução do trabalho de revisão do eleitorado por meio de identificação biométrica, em curso nesta capital. Na casa legislativa, localizada no bairro Santo Antônio, zona oeste, irá funcionar um posto  para fazer o cadastramento.

Atualmente, funcionários da Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico e Social (Aades) estão em treinamento e irão atuar em um posto a ser instalado na sede da agência, na Rua Major Gabriel, no Centro de Manaus.

De acordo com Andrade, o tribunal já está negociando acordo de cooperação com a Assembleia Legislativa do Estado (ALE), a Federal das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) e Sesi.

Fonte: Diário do Amazonas

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