23/04/2015

Amazonas fecha primeiro trimestre com perda de 5,6 mil empregos formais

Segundo dados do Caged, este foi o pior mês de março na geração de emprego no Amazonas desde o início da série histórica, em 2003.

Manaus - O Amazonas perdeu 5,6 mil vagas de empregos formais nos três primeiros do ano após nova retração em março, com o fechamento de 1,6 mil postos com carteira assinada só no mês passado. Foi o pior março da série histórica, desde 2003. De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados esta tarde pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o mercado de trabalho do Amazonas, ao contrário do País, ainda não reagiu neste ano.

A queda de março foi puxada pela indústria de transformação, que enxugou 1,3 mil dos 1,6 mil, postos perdidos no mês, liderado pelos segmentos de material elétrico e de comunicações, como televisores e celulares, que fecharam 966 vagas.  Segundo os dados do Caged, nos últimos 12 meses, até março, o nível do emprego encolheu 2,12%, com a perda de 10 mil postos, equivalente ao saldo das demissões em relação as contratações.
 
A trajetória do desemprego segue em alta no Amazonas e supera a oferta de vagas, conforme o levantamento demonstrado no Caged. No primeiro bimestre do ano, o Estado já havia perdido 4 mil postos e 8,6 mil no intervalo acumulado de 12 meses, até fevereiro.

Neste tipo de comparação, a queda também foi puxada pela indústria. Em um ano, até março o setor industrial fechou 8,6 mil vagas, saldo de 54,4 mil contratações em comparação com as 63 mil demissões. Outras 4,1 mil vagas foram perdidas na construção civil. Em sentido contrário, mesmo com a queda mensal, no acumulado de 12 meses, o comércio tem saldo positivo de 2,7 mil postos de trabalho, seguido pelos serviços, com 404 vagas.

Mercado de trabalho reage no Brasil

No Brasil, o mercado formal de trabalho reagiu em março, ao gerar 19.282 empregos com carteira assinada, um crescimento de 0,05% em relação ao estoque do mês anterior. O crescimento, segundo o ministro do Trabalho, Manoel Dias, ressalta o reaquecimento do mercado de trabalho, que voltou a gerar vagas após três meses consecutivos de queda. O resultado é superior ao registrado em março de 2014, quando foram gerados 13.117 postos de trabalho.

A expectativa, segundo o ministro, é que, em abril, essa trajetória continue e o mercado siga nessa tendência de crescimento e reverta o quadro negativo dos dois primeiros meses do ano. "Tivemos um janeiro negativo, um fevereiro que estabilizou e março já geramos emprego. A expectativa é de um abril ainda melhor", avaliou.

No País, em termos setoriais, os dados mostram que, dos oito setores da economia, quatro registraram crescimento, com destaque para o setor de serviços (53.778 postos ou 0,31%) - saldo superior ao registrado no mesmo mês em 2014,  quando foram gerados 37.453 postos; administração pública (3.012 postos ou +0,33%); comércio (2.684 postos ou +0,03%) - saldo positivo após três meses de queda e superior a março de 2014 quando o setor perdeu 26.251 postos. A construção civil ainda não teve recuperação, perdendo 18.205 postos, uma queda de  0,60% e indústria de transformação com queda de 0,18%, perdeu 14.683 postos de trabalho no mês.

Fonte: Diário do Amazonas

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