22/04/2015

Franquias foram responsáveis por 67 mil empregos formais no Brasil, dos 400 mil criados em 2014

franchising no Brasil cresceu 7,7% em 2014, com um faturamento de R$ 127,331 bilhões, de acordo estudo divulgado pela Associação Brasileira deFranchising (ABF). Os dados oficiais consolidados foram apurados pela entidade ao longo do ano e compõem uma série de quatro pesquisas trimestrais de desempenho de franquias. 
 
Dos 396.993 empregos formais criados no Brasil em 2014 (de acordo com o Ministério do Trabalho), o franchising foi responsável pela criação de 67.178 deles – o equivalente a 16,9% dos empregados registrados no período. O Brasil tem, hoje, 2.942 marcas de franquias existentes, ocupando o quarto lugar no ranking mundial do World Franchise Council (WFC). A China está em primeiro, com 4 mil marcas, seguida dos Estados Unidos, com 3.828 e Coréia do Sul, com 3.691.
 
Para o especialista de Projetos da FNQ, Francisco Teixeira Neto, esse aumento pode estar relacionado ao desejo de empreender e deixar de ser empregado ou, ainda, ao desejo de quem tem um capital guardado de investir em um negócio. "Abrir uma franquia que possui uma marca reconhecida pelo mercado é, normalmente, visto como uma opção de menor risco de investimento, especialmente para aqueles que não têm experiência como empreendedores", explica. "Geralmente, as franqueadoras repassam seu modelo de negócios ao franqueado e costumam dar assistência, tanto na implementação quanto na condução do empreendimento", comenta Francisco. 
 
Reconhecido pelo reduzido risco de investimento, o franchising manteve, também, um baixo índice de fechamento de negócios. Quando o franqueador é eficiente no repasse de diretrizes e orientações aos seus franqueados, as chances de conseguir sucesso ao conduzir o negócio aumentam. Porém, Francisco alerta que nem sempre isso acontece. "Não se pode generalizar que o suporte dos franqueadores será sempre eficiente. Existem aqueles que se preocupam mais em expandir o número de franqueados do que em dar assistência e capacitação a eles. Há, inclusive, casos em que o processo de seleção dos interessados em possuir a franquia não é feito com os devidos cuidados e o franqueador acaba repassando o modelo de negócio para pessoas desqualificadas ou despreparadas. Isso é um risco para ambas as partes", comenta. 
 
A gestão das franquias
 
Para a FNQ, o sucesso de um negócio depende de sua gestão. Antes de abrir uma franquia é importante realizar uma pesquisa de mercado, buscar dados que comprovem que o negócio possui potencial para ser bem sucedido no lugar onde será instalado. "Uma franquia com êxito no mercado internacional, por exemplo, não é sinônimo de sucesso em um novo mercado", explica Francisco. 
 
Há outras variáveis que podem impactar o modelo de gestão, como: o perfil do consumidor, a concorrência, o produto ou serviço, a infraestrutura do local, entre outros. "É preciso analisar antes de tomar a decisão de compra de uma franquia ou abrir um novo negócio. Assim, a gestão ideal precisa considerar aspectos externos que comprovem que o modelo de negócio funcionará no local-destino da franquia", afirma Francisco. 
 
Ele também acredita que os modelos de gestão estrangeiros podem ter um efeito benéfico na forma de gerir um negócio pelos empresários brasileiros em geral. "Afinal, donos de negócios geralmente se inspiram ou adaptam suas práticas com base em práticas e resultados de outras empresas. Desta forma, é possível que o modelo de gestão de marcas estrangeiras influenciem e sejam influenciadas pelas marcas nacionais. No final, a gestão empresarial se torna cada vez mais madura e o consumidor acaba ganhando com isso em termos de melhoria no atendimento e na obtenção de produtos e serviços de qualidade", conta.

Fonte: Fundação Nacional da Qualidade

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