23/02/2016

ARTIGO: Geração Zumbi – Curte, compartilha e não faz nada

Sempre que grandes tragédias acontecem, surgem manifestações interessantes nas redes sociais. Fotos de perfis são alteradas por versões coloridas, mensagens de consolo e preces pelas vítimas são compartilhadas freneticamente. Parece que muitos querem parecer solidários, contudo poucas ações práticas resultam de todo esse movimento. Fica só na dimensão idealista mesmo. Infelizmente…

Como nada acontece, as pessoas ficam frustradas e tentam achar culpados. Nessa hora vale tudo – a crise, o governo, os pais, as empresas, os gestores – qualquer coisa pode ser responsável pela falta de acontecimentos. O mais impressionante é que essa frustração paralisa completamente o indivíduo, aumentando a intensidade das postagens idealistas. Parece um círculo vicioso onde a pessoa apenas fica curtindo e compartilhando postagens nas redes sociais para ocupar o tempo. Agem como "zumbis digitais". Na verdade, até mesmo a posição de uso dos smartphones reforça essa sensação, pois andam de cabeças baixas, sem perceber o que acontece à sua volta.

Tenho observado esse comportamento nos jovens que procuram sessões de mentoria buscando sair dessa situação. Nessa hora, o processo é muito mais intenso.


Tudo começa com um "choque de realidade", onde o jovem toma consciência de que é responsável único por todas as consequências de suas escolhas. Isso nem sempre é fácil, pois mesmo acreditando que "não escolher" é uma atitude que afasta as consequências, ele percebe, cedo ou tarde, que essa filosofia é uma ilusão.

Depois desse choque é a hora de aceitar que as escolhas que se faz terão impacto cada vez maior na própria trajetória e que, as oportunidades não retornarão com facilidade.

Além disso, a condição de potencialidade que todo jovem tem, desaparece com o tempo e aí só resta utilizar a experiência que desenvolveu com suas escolhas. É nesse momento que surge a maior dificuldade, principalmente para aquele jovem que preferiu ficar idealizando ao invés de realizar.

A melhor alternativa para sair dessa paralisia é ganhar autonomia pessoal antes de lutar por grandes e nobres ideais.

Claro que é muito mais simples se eu dizer aqui, quais os caminhos que os jovens deveriam seguir, quais ações deveriam ser tomadas, como fazer para não ser um "zumbi digital". Entretanto, é justamente essa atitude – muito comum nos mais veteranos – que tira a autonomia do jovem e transforma todo seu potencial em paralisia. Afinal, ele quase nunca coloca em risco o seu potencial e acaba não desenvolvendo a segurança que precisa para superar os próprios desafios que deseja realizar.

Creio que a melhor dica que posso fornecer ao jovem é dizer que ele precisa saber priorizar, renunciar e esperar.

Para priorizar é importante escolher o que fazer e isso exige renúncia de outras coisas. Entretanto, nem sempre isso é definitivo, por isso é preciso desenvolver a paciência para esperar o melhor momento para agir, ou seja, para ter autonomia é preciso ter FOCO.

Essa condição tem o nome de Maturidade, isto é, aquilo que se aprende com as consequências das próprias escolhas.

Você está pronto para fazer acontecer ou ainda está contente em ser um zumbi?
ARTICULISTA: Sidnei Oliveirawww.sidneioliveira.com.br
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Nota editorial: Os pensamentos e ideias acima expostos não necessariamente refletem nossa opinião e são de responsabilidade exclusiva do (s) Autor (es) do Artigo.

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