16/02/2016

Cesta básica sobe 10,31% em Manaus e passa a custar R$ 405,72, diz Dieese

Tomate, açúcar e feijão tiveram aumento acima do índice da inflação e elevaram valor da cesta básica na capital
Manaus - A cesta básica de Manaus aumentou 10,31%, em janeiro, se comparado ao mês anterior. Dados divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), na manhã de hoje (16), mostram que o valor da cesta subiu de R$ 367,79 para R$ 405,72. A pesquisa mostra que o tomate, açúcar e feijão foram os itens que registração aumento acima do índice da inflação.
Manaus é a 10ª capital com a cesta mais cara do Páis. "O custo da cesta básica em janeiro deste ano foi significativo, teve uma variação de mais de 10%", disse o economista e supervisor técnico do Dieese no Amazonas, Inaldo Seixas.

A estiagem que atinge alguns municípios do Amazonas e de Roraima e a alta do dólar são os principais motivos para este aumento significativo. "Estamos atravessando uma estiagem muito grande. Não só no Amazonas, mas em Roraima, além das queimadas em Barcelos. Por outro lado, tiveram as chuvas muitos fortes no sul do País", disse.
Alguns produtos, cotados em dólar, como a carne e o açúcar sofreram essa influência da subida da moeda. "Para os produtores está muito melhor exportar", disse Inaldo.
Produtos
Ao todo, 11 produtos apresentaram alta, apenas um teve queda nos preços em janeiro, levando a um custo total da cesta de 10,31%.
O tomate aparece novamente como vilão da cesta, com alta acima da inflação, o produto apresentou variação de 31,5%, de um mês para o outro. O açúcar aumentou 14,76% e o feijão 12,76%. Apenas o leite teve queda no preço da cesta básica em janeiro, com -1,87%.
"As fortes chuvas diminuíram a oferta do tomate e também dificultaram a colheita da cana, cujo calendário ficou atrasado e a disponibilidade restrita", explicou Inaldo, acrescentando que a situação foi agravada porque parte da cana de açúcar foi destinada para a produção de etanol.
Salário x Cesta
Um trabalhador que ganhava um salário mínimo, em janeiro deste ano, comprometeu 50,11% de seu rendimento com aquisição de alimentos básicos. Em dezembro, o comprometimento foi 49,28%. Este mesmo trabalhador, segundo a pesquisa, precisou trabalhar 101 horas e 26 minutos para comprar a cesta básica, em janeiro. No mês anterior, a jornada exigida era de 102 horas e 41 minutos. Em janeiro do ano passado, a jornada exigida foi de 88 horas e 44 minutos.
O custo da cesta básica para o sustento de uma família formada por quatro pessoas foi de R$ 1.217,16, durante o mês de janeiro. O valor é equivale a aproximadamente 1,38 vezes o salário mínimo (R$ 880,00). No mês anterior, o custo da cesta básica para esta mesma família era ligeiramente inferior e foi de R$ 1.103,37.
Brasil
Manaus está na décima posição entre as 27 capitais do Brasil no custo da cesta básica com R$ 405,72. A capital com maior custo da cesta básica foi Brasília (R$ 451,76), seguida de São Paulo (R$ 448,31), Rio de Janeiro (R$ 448,06) e Vitória (438,42). Os menores valores médios foram observados em Natal (R$ 329,20), Maceió (R$ 337,32) e Rio Branco (R$ 341,53).
As maiores altas registradas ocorreram em Goiânia (15,75%), Aracaju (14,71%), Palmas (14,24%) e Brasília (13,32%). O menor aumento foi registrado em Curitiba (1,71%).
Salário mínimo necessário
Com base no total apurado para a cesta mais cara, a de Brasília, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deva ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.
Em janeiro de 2016, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.795,24. Em dezembro de 2015, o mínimo necessário correspondeu a R$ 3.565,30.
Reprodução: Lílian Portela - DIÁRIO do Amazonas 

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