06/04/2016

Indústria no Amazonas registra demissão de 1,2 mil funcionários em março

Desligamentos foram homologados pelo Sindmetal/AM.

Manaus - Diante do cenário de crise, as demissões persistem. Somente na última sexta-feira, o Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal/AM) homologou pouco mais de 1,2 mil demissões apenas na indústria referentes a março deste ano. Enquanto o presidente do Sindmetal/AM, Valdemir Santana, diz que o quadro está "estabilizado", representantes das empresas afirmam que a atual instabilidade política brasileira contribui para a situação e não há perspectiva de melhoras.
"Enquanto não mudar esse quadro político, que compromete o econômico, o social e até o ético, não teremos perspectiva de melhoras. Se 2015 foi ruim, esse ano está sendo pior", disse o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo.

O presidente do Centro das Indústrias do Estado Do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, afirmou que a crise econômica continua e não há perspectiva de melhoras. "É perda em cima de perda e ainda não tem emprego gerado. Isso é ruim. Não há perspectiva de melhora, nem a curto e médio prazo. Está complicado, com esse cenário de incertezas, insegurança na política", disse.
Mas, de acordo com Valdemir Santana, o cenário de demissões está estabilizado. "Esse número se estabilizou. As empresas demitiram mais no ano passado. Em março de 2015, foram um pouco mais de 3 mil. Hoje, o que se tem é uma adequação e rotatividade", disse, acrescentando que há informações de contratações em maio para a produção de televisores.
Mas, segundo Wilson Périco, o momento está mais propício para demissão do que contratação. "Não há perspectiva de contratação, você não vê medida nenhuma por parte do governo. Infelizmente, o momento está mais propício para demissão", afirmou.
Azevedo ressaltou que o quadro que se vislumbra é de recessão. "Não há nenhum indicativo de que vai melhorar. Essa é uma crise generalizada, que atingiu todos os segmentos. Está tudo muito caro e o consumidor está com medo de se endividar, porque não sabe o dia de amanhã", disse.
Reprodução: Diário do Amazonas

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