20/05/2016

Manaus registra segunda maior taxa de desemprego do País, diz última Pnad do IBGE

No primeiro trimestre deste ano, eram 171 mil desempregados, contra 111 mil em relação ao mesmo período de 2015, alta de 54%.

Manaus - A capital amazonense registrou o segundo maior índice de desemprego do País entre as capitais, com 16,6%, e superou a série histórica que iniciou em 2012, de 13,1%. No primeiro trimestre deste ano, eram 171 mil desempregados, contra 111 mil em relação ao mesmo período de 2015, um crescimento de 54%. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) e foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (19).

"A desaceleração da economia de Manaus já vinha dando sinais de que haveria um agravamento no nível de desemprego. Uma vez que os resultados de todas as atividades econômicas da cidade vêm apresentando queda sequenciais", disse o disseminador de informação do IBGE no Amazonas, Adjalma Nogueira Jaques. O primeiro maior índice de desemprego foi registrado em Salvador, com 17,4%, e o terceiro em São Luís, com 16,4%.

No Amazonas, no primeiro trimestre de 2016, a taxa de desocupação chegou a 12,7%, acima da média nacional, que foi de 10,9%. Em relação ao mesmo período do ano passado, o índice subiu 3,3 pontos percentuais, saindo de 9,4% para 12,7%. De acordo com o IBGE, eram 221 mil pessoas desempregadas no Amazonas, uma variação de 40,9% em relação ao mesmo trimestre do ano de 2015, onde eram 157 mil. Em relação ao trimestre anterior, o índice de desemprego cresceu 44,4%, eram 153 mil pessoas desempregadas.

De janeiro a março, a região Norte apresentou um aumento de até 1,8 % de desocupação, saindo de 8,7% para 10,5%.

Já as pessoas ocupadas no Amazonas, segundo o IBGE, eram 1,521 milhão no primeiro trimestre deste ano, contra 1,522 milhão, ou seja, 1 mil a menos que no mesmo período de 2015. Em relação ao trimestre anterior, a mão de obra ocupada era 1,535 milhão, registrando uma variação de -0,9%. Na força de trabalho houve um significativo de 3,8% em relação a igual período de 2015, ou seja, mais 63 mil pessoas entraram no mercado. Assim, esses trabalhadores somaram ao número de desocupados. "O acréscimo de mais pessoas na força de trabalho dentro do trimestre fez com aumentasse o número de pessoas desocupadas", explicou Adjalma.

Em Manaus, o número de pessoas ocupadas no primeiro trimestre era 858 mil. No mesmo período de 2015 eram 866 mil, uma diferença de 8 mil pessoas desempregadas. Mas o número de pessoas que entraram na força de trabalho foi 52 mil neste trimestre em relação ao mesmo período de 2015.  

O índice de trabalhadores empregados no setor privado com carteira assinada, no Amazonas, registrou uma queda de 10,3%, nesse primeiro trimestre, quando comparado ao mesmo período de 2015. Nos primeiros três meses deste ano, os empregados com carteira eram 345 mil, contra 385 mil, em 2015.

Após o lançamento do Simples Doméstico, em outubro do ano passado, cresceu o número desses empregados no mercado formal de trabalho. No primeiro trimestre deste ano, foram registrados 72 mil trabalhadores no Amazonas, enquanto que no mesmo período de 2015, 63 mil, um crescimento de 14,2%.

De acordo com grupo de atividade, nesse primeiro trimestre, a indústria geral registrou 161 mil trabalhadores contra 200 mil no mesmo período de 2015, registrando uma redução de 19,7%. Já na agricultura, pecuária e pesca eram 312 mil trabalhadores nos primeiros três meses deste ano, contra 286 mil no mesmo período em 2015, o que equivale um aumento de 9,4% (27 mil pessoas). "Isso mostra a estabilidade da atividade agrícola em meio à crise e a vulnerabilidade da indústria", afirmou o disseminador de informação do IBGE, Adjalma Jaques, ressaltando que em regra geral, o setor primário é o último a ser afetado numa crise econômica.

Rendimento

O rendimento médio real do trabalhador amazonense caiu R$ 191 no primeiro trimestre de 2016 comparado com igual intervalo do ano passado. O salário médio real do trabalhador, no mesmo período de 2015 era de R$ 1.779 e passou para R$ 1.588, em 2016. Em relação ao trimestre anterior, o salário médio era R$ 1.683, uma diferença de R$ 95 a menos do atual.

Já em Manaus, o rendimento médio real aumentou R$ 65 no primeiro trimestre deste ano, comparado com o mesmo período de 2015. O salário médio real do trabalhador, no mesmo período de 2015 era de R$ 1.943 e passou para R$ 2.008 em 2016. Em relação ao trimestre anterior, o salário médio era R$2.023, uma diferença de R$ 15 a menos do atual.

Reprodução: Lílian Portela - DIÁRIO do Amazonas 

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