17/06/2016

Amazonas teve 6,3 mil empresas fechadas e 10,5 mil postos de trabalho a menos

Pela primeira vez, desde 2007,  não houve crescimento do número de empresas e sim uma queda de 17,8% entre os anos de 2013 e 2014.

Manaus – No Amazonas foram 6,3 mil empresas fechadas em 2014. Com isso, foram 10,5 mil postos de trabalhos a menos. O número de trabalhadores assalariados teve uma redução de 0,5% de um ano para o outro, segundo a pesquisa do Cadastro Central das Empresas de 2014 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE/CEMPRE 2014), publicado nesta sexta-feira (17). 

"Na verdade, em 2014, já estávamos numa redução das atividades econômicas e os dados do Cempre já revelam uma queda do número de empresas e, consequentemente, do pessoal ocupado", disse o disseminador da informação Adjalma Nogueira Jaques.

Pela primeira vez, desde 2007, não houve crescimento do número de empresas, pelo contrário, houve uma queda de 17,8% entre 2013 e 2014. Foram menos 6.372 empresas em apenas um ano. Com isso, houve uma redução de 1,6% na quantidade de trabalhadores em relação ao ano anterior.

Em números absolutos, foram menos 10.583 postos de trabalho. O ano de 2011 foi o ápice dessa variável, com 731.192 menos pessoas ocupadas. Em oito anos, o Amazonas já registrou 82,6 mil postos de trabalho a menos, segundo a pesquisa. A redução do número de trabalhadores assalariados foi de -0,54% em relação a 2013, o que representou menos 3,3 mil pessoas ocupadas assalariadas. Ainda de acordo com Cempre 2014, somente os homens assalariados sofreram mais baixa (-1,9%). Enquanto as mulheres cresceram 1,3% em relação ao ano anterior. Os homens perderam 9,9 mil postos e as mulheres ganharam 3,6 mil postos.

Das 6,3 mil empresas fechadas em 2014, só na indústria da transformação foram 375 de um ano para outro. Elas eram 2.479 em 2013 e passou para 2.104 em 2014, uma redução de 15,1%. No comércio, reparação de veículos automotores o número de empresas fechadas foi 3.627 a menos em 2014, em relação ao ano anterior.

No setor de construção foram 407 empresas a menos, de um ano para o outro (2013/2014). Já em outros serviços, a redução de um ano para o outro foi de 25%.

Escolaridade

Em relação à escolaridade, a pesquisa revelou que cresceu 9,3% a quantidade de trabalhadores com nível superior completo. O que representou mais 10 mil pessoas ocupadas com essa formação em relação ao ano anterior. Enquanto isso caiu em 2,6% o número de trabalhadores no mercado de trabalho sem o nível superior, o equivalente a 13,3 mil.

"Isso é uma tendência de mercado. Cada vez mais as empresas estão contratando pessoas com nível superior", comentou Jaques.

Salários

Com uma demanda maior de pessoas com nível superior no mercado de trabalho, o profissional no Amazonas passou a ganhar menos. Em 2013, ele ganhava 6,6 salários mínimos enquanto em 2014, passou a receber 6,4 salários mínimos.

Por outro lado, o salário do profissional sem o nível superior vem se mantendo desde 2012 até 2014 em 2,2 salários mínimos. Assim também como o médio mensal que vem permanecendo em 3 salários mínimos pelo terceiro ano consecutivo (2012- 2014). Os homens ganhavam em médio 3,2 e as mulheres 2,7. Portanto a diferença entre os gêneros equivalia a 0,5 salários.

Reprodução: Diário do Amazonas

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