13/10/2016

Índice do medo do desemprego cai em setembro, aponta CNI

O medo de desemprego é maior entre os entrevistados com renda familiar mais baixa. Quando maior o índice, maior o receio em perder o emprego.

Brasília O brasileiro começa a dar sinais de que o pior da crise econômica, em sua avaliação, pode ter ficado para trás. O Índice de Medo do Desemprego (IMD) medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) atingiu, em setembro, 61,2 pontos. O resultado segue bastante acima da média histórica, de 48,2 pontos, mas representa uma queda de 6,7 pontos em relação ao dado anterior, de junho, e um recuo de 3,9 pontos ante setembro de 2015. 

Quando maior o índice, maior o medo da população em perder o emprego. De acordo com a confederação, o medo de desemprego é maior entre os entrevistados com renda familiar mais baixa.

Entre aqueles com renda superior a cinco salários mínimos (mais de R$ 4,4 mil), o IMD foi de 49,8 pontos em setembro - ou seja, mais próximo da média geral histórica. Por outro lado, pessoas com renda familiar de um a dois salários mínimos (R$ 880 a R$ 1,76 mil) têm IMD de 67,9 pontos. Entre aqueles com renda de até um salário mínimo (R$ 880), o índice é de 66,9 pontos.

Também medido pela CNI, o Índice de Satisfação com a Vida (ISV) atingiu, em setembro, os 67,0 pontos e permanece abaixo da média histórica, de 70,0 pontos.

Reprodução: Estadão Conteúdo

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