31/10/2016

No AM, cerca de 4,2 mil empresas já foram extintas só esse ano

Em comparação com o mesmo período de 2015, que atingiu 1,6 mil firmas fechadas, resultado mais que dobrou.

Manaus - O número de empresas fechadas no Amazonas mais que dobrou, em 2016. Até setembro, 4,2 mil empresários, cooperativas e demais companhias encerraram suas atividades, sofrendo influência da crise econômica, contra 1,9 mil no mesmo período de 2015. O resultado mostra que mais que dobraram (114,69%) os fechamentos. Os dados são da Junta Comercial do Amazonas (Jucea).

O alto número de desempregados é um dos motivos que aumentam a quantidade de pequenos negócios. No Brasil, são 12 milhões de desempregados. No Amazonas, são 238 mil pessoas sem emprego, segundo dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"Devido à recessão forte, as pessoas partem para o negócio próprio. Mas as empresas formais, pequenas, médias e grandes, estão vivenciando momentos difíceis. A crise ainda está muito forte. Vemos sinais da recuperação, mas isso é um pouco lento. Fomos os últimos a entrar na crise e fatalmente seremos os últimos a sair", avaliou o vice-presidente da Federação de Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas (Fecomércio-AM), Aderson Frota.

 

Juros

Os juros altos são apontados como o grande problema da economia. Segundo Frota, os juros elevados afastam o trabalhador das compras, pois encarece o crédito para o consumo via crediário. "Quando você vai comprar um carro e vê que ele vale tanto e vai sair pelo dobro, claro que você desiste. O cidadão vai comprar uma geladeira e vê que, entre o à vista e o final das prestações, está pagando duas geladeiras. Esse custo do dinheiro acabou diminuindo o ímpeto de consumo", afirmou o vice-presidente da Fecomércio-AM.

Aliado ao baixo consumo, a falta de confiabilidade e de estabilidade no Brasil e no Amazonas afasta os investidores. No caso do Amazonas, o Polo Industrial de Manaus (PIM), principal vetor da economia local, não tem os mesmos níveis de produção, nem de investimento.

Com os fatores adversos ao crescimento brasileiro e local, o número de empresas que fecham sobe. Entre janeiro e setembro, foram 4,2 mil extinções de empresas no Amazonas, contra 1,9 mil no mesmo período de 2015. O resultado mostra que mais que dobraram (114,69%) os fechamentos.

Já o número de empresas abertas caiu. Em 2016, foram abertas 3,5 mil empresas, desempenho 14,43% menor que as 4,1 mil de janeiro a setembro do ano passado.

Reprodução: Diário do Amazonas

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