25/10/2016

Se você é daqueles que acha que inovar é para os gênios, esse post é para você

Sempre que tenho oportunidade, procuro desmistificar a ideia de que inovar é coisa para os poucos predestinados que têm esse "dom". Isso não é verdade. A criatividade, que leva à inovação, pode ser desenvolvida por todo mundo. É uma questão de atitude. Você pode ficar parado olhando o que está acontecendo ou ser um agente de mudança e transformação.

E, para não dizer que isso é apenas uma opinião minha. O livro "Originals", do psicólogo organizacional norte americano Adam Grant, trata de provar que a originalidade – ou seja, a capacidade de inovar – está ao alcance de todos. Depois de ler sobre o título, que já é considerado um best-seller, na última edição impressa da Revista HSM, fiquei animada a retomar o tema, porque a vasta pesquisa realizada pelo autor traz dados concretos do que venho dizendo sobre o processo de inovação estar ao alcance de todos.

Por isso, o post de hoje traz alguns exemplos e dicas sobre como aflorar o surgimento de novas ideias. Vamos a eles:

O nascimento de uma nova ideia acontece quando rejeitamos ou reaproveitamos ideias antigas em novas combinações. Sabe aquela história de que em time que está ganhando não se mexe? Nada disso. Procurar um olhar diferente para as mesmas coisas constantemente é o caminho para o surgimento de novas ideias. E não acredite que uma inovação parte, necessariamente, de uma ideia extraordinária. Muitas vezes pode ser um novo olhar ou nova aplicação para algo que já existe.

Sabe o que Grant descobriu sobre a diferença entre as pessoas "comuns" e os que são considerados gênios?  A persistência na busca desse olhar diferente para as mesmas coisas. A tendência da maioria de nós é parar na ideia convencional. Só que os inovadores continuam pensando. Experimentos da Northwestern University mostraram que as primeiras 20 ideias dos voluntários testados eram mais convencionais, e as próximas 15, menos. Então, não se contente com a primeira resposta que lhe vier à cabeça, tente encontrar mais de uma solução para cada questão.

Vale destacar que ficar excessivamente focado nessa busca não vai fazer com que a criatividade aflore. Permita-se perder o foco de vez em quando e reserve um tempo na agenda para inovar. Experimente e conheça sensações, situações, lugares e pessoas totalmente diferentes da sua rotina e anote de forma descompromissada tudo que te inspirar. Mesmo que naquele momento não pareça ter nenhuma utilidade prática, pode se tornar uma grande sacada em outro contexto.

Elas também surgem do coletivo. Quem se isola, corre o risco de ficar preso a certos conceitos. Além disso, com a quantidade de informação que é produzida a cada momento, ninguém (absolutamente ninguém) é capaz de acompanhar tudo.

Errar faz parte do processo de inovação. E o líder, além de se permitir correr riscos controlados, também tem a atribuição de disseminar a cultura de tolerância ao erro, tanto junto à sua equipe como à alta direção da empresa. Um erro serve para "adubar o terreno" onde vão nascer outras ideias. Grant, o autor do título "Originals", diz ainda que estimular a criatividade do time é menos importante. O fundamental é não reprimi-las.

Por fim, quero deixar para você a reflexão de que antes de mudarmos processos, sistemas, ou formas de trabalho, é preciso mudar a nós mesmos. Virar a nossa própria chave. Afinal de contas o mundo, como o conhecemos, deixou de existir. Boas reflexões!

ARTICULISTA: Sofia Esteves

DMRH e Cia de Talentos

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