24/10/2016

Sobram empregos para os profissionais com qualificação técnica

Pesquisa 'Escassez de Talentos' mostra que   41% das empresas  não conseguem encontrar essa mão de obra.

O mercado de trabalho tem hoje vagas para os profissionais com competências técnicas, mesmo com a taxa recorde de desemprego no País.  De acordo com a pesquisa 'Escassez de Talentos', do  ManpowerGroup,  41% das companhias consultadas não conseguem encontrar essa mão de obra para ocupar os cargos de nível técnico.

No Brasil, a maior carência de profissionais é na área de técnicos que atuam na produção, como  operadores e técnicos de manutenção. Outra grande procura é por profissionais qualificados da área administrativa, que inclui secretárias, recepcionistas e assistentes administrativos, além de operadores de maquinário e produção.

"Os dados apontam um desafio para as empresas em atrair profissional qualificado e, mais do que nunca, oportunidades para profissionais que estão no mercado", diz o  CEO do ManpowerGroup no Brasil, Nilson Pereira.

De acordo com o estudo, as principais dificuldades das empresas  para preencher as posições abertas estão relacionadas à falta de habilidades técnicas (41%), falta de habilidade pessoais (17%), falta de experiência (14%), procura por um salário maior do que o oferecido (14%) e falta de candidatos disponíveis/ nenhum candidato (5%).

Mapa

O Mapa do Trabalho Industrial divulgado na semana passada pelo Serviço Nacional da Indústria (Senai) mostra que o País precisará capacitar 13 milhões de trabalhadores em ocupações industriais nos níveis Superior, Técnico até 2020. A demanda por formação inclui a requalificação de profissionais que já estão empregados e aqueles que precisam de capacitação para ingressar em novas oportunidades no mercado.

No caso específico da indústria, cinco ocupações técnicas devem ter maior  demanda para os próximos quatro anos. As chances estão direcionadas para programador de produção,  técnicos em eletrônica, em eletrotécnica, em segurança do trabalho e em informática. São profissões que exigem cursos de qualificação de, pelo, menos até 1,2 mil horas ou de um ano e meio.  

Entre as áreas de formação que terão maior demanda por técnicos com 800 a 1,2 mil horas de formação, até 2020, estão meio ambiente e produção, metalmecânica, energia, tecnologias de informação e comunicação, construção, petroquímica e química, indica o estudo.

A maior demanda do  Norte, segundo o estudo é pela qualificação de profissionais que buscam desenvolver novas competências com cursos de até 200 horas.

Reprodução: Diário do Amazonas

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