07/11/2016

Norte deve crescer 4%, mais que o dobro do País no próximo ano

Os dados são da consultoria Tendências e o salto positivo deve vir do Polo Industrial de Manaus e da construção do projeto de mineração Ferro Carajás S11D, no Pará.

A retomada do Polo Industrial de Manaus (PIM) e a construção do projeto de mineração Ferro Carajás S11D, da Vale, no Pará, devem acelerar a recuperação da economia na Região Norte em um ritmo maior que nas outras regiões do País, aponta a pesquisa da consultoria Tendências, divulgada pela Reuters. O estudo indica que o Produto Interno Bruto (PIB) da Região Norte deve crescer 3,9% em 2017, seguido pelo Nordeste com avanço de 2,3% e pelo Centro-Oeste com 2,2%. Sul e Sudeste aparecem no fim da lista com crescimentos de 1,4% e 1,3%, respectivamente. Para o Brasil, a consultoria estima alta do PIB de 1,5% no próximo ano.

"Na Região Norte há maturação de uma série de investimentos e a economia é mais sensível ao ciclo de retomada econômica", afirmou o economista da Tendências e responsável pelo estudo, Adriano Pitoli. 

A indústria deverá ser o principal dinamizador da economia do Norte em 2017, segundo a pesquisa, levando um efeito multiplicador para as demais atividades. A Tendências estima crescimento de 7,2% para o PIB industrial da região, três vezes maior que o previsto para o Brasil.

 

Mineração

O projeto de mineração da Vale deve entrar em operação até o fim deste ano e tem investimento de US$ 14,3 bilhões. No pico, a obra contratou 30 mil trabalhadores e contempla a construção de um ramal ferroviário de 101 quilômetros, a expansão da Estrada de Ferro Carajás e a ampliação do Terminal Marítimo de Ponta Madeira, em São Luís (MA).

Já do Polo Industrial de Manaus tem um efeito base importante, na avaliação da Tendências. O estudo aponta que a área de incentivos fiscais se dedica à produção de itens como motocicletas e eletroeletrônicos que sentem a retração da atividade doméstica, com a piora do crédito e do mercado de trabalho, por isso, a indústria da região foi afetada fortemente pela recessão.

 

Comércio

O levantamento aponta, ainda, que a Região Norte também vai se sobressair por causa do comércio. A alta esperada é de 5% no ano que vem, a maior entre todas as regiões. 

"Tanto no Norte como em algumas regiões do Nordeste, há uma grande concentração da população de classe média-baixa e baixa. Qualquer empresa que se instale nessas regiões e ofereça empregos, provoca um impacto maior do que provocaria em outras regiões", diz diretor da IPC Marketing, Marcos Pazzini.

Reprodução: Diário do Amazonas

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário é muito importante para nós. Após comentar divulgue o blog do Clube de Administração para seus amigos.