13/12/2016

A geração Y ainda não percebeu que o mundo já mudou

Todos os dias, fatos novos surgem nas redes sociais, nos noticiários e nas rodas de conversa. Tudo está muito instável, parece que a qualquer momento um grande acontecimento irá abalar completamente nossas vidas. Vivemos como se estivéssemos "à beira de um abismo", como se a qualquer momento, todos os piores pesadelos pudessem acontecer simultaneamente, nos jogando em um apocalipse infernal. De fato isso parece que é muito ruim, pois com a crise, tudo fica ainda mais complicado. Temos a sensação de que o dinheiro simplesmente sumiu do mercado e assim, todos adiam suas decisões, afinal parece que o melhor é ficar bem quieto até esse "temporal" passar, ou então "alguma coisa acontecer".

Bom, se você faz parte da turma que "está ansiosamente esperando", saiba que as mudanças já estão acontecendo desde o inicio do século XXI.

Estamos assistindo hoje uma convergência de acontecimentos que ultrapassam as evoluções tecnológicas, tão visíveis em nosso dia-a-dia. A maior e mais significativa mudança está no aumento da expectativa de vida das pessoas.

Considerada uma grande conquista social, a ampliação da vida está alterando completamente nossa realidade. O lado bom é que todos se consideram jovens por muito mais tempo, mas isso traz consequências que precisam ser analisadas.

Nesse momento estamos debatendo profundas alterações no sistema de previdência brasileiro e isso nos obriga a decidir sobre questões que acontecerão daqui há 50 anos. Esse fato é estranho para algumas pessoas que jamais imaginaram viver mais que 80 anos e agora estão descobrindo que seus planos de vida se mostraram completamente furados. Se até o final do século XX as pessoas planejavam suas vidas para terem carreiras de 35 anos e aposentadoria após os 53 anos, essa realidade não é mais possível. Na verdade, esse plano só funcionava bem quando se vivia até os 65 anos, e onde os jovens ingressavam no mercado de trabalho e contribuíam para a previdência, antes dos 20 anos.

Quando se olha para o mais jovem, a situação fica ainda mais complexa, afinal, a nova realidade de carreira profissional para alguém que pensa em arrumar seu primeiro emprego no próximo ano, é completamente diferente. A trajetória profissional agora será de 70 anos ou mais.


O mais assustador é que, com todo esse cenário em transformação, ainda vemos jovens indiferentes e omissos, aguardando "acontecimentos" para que se posicionem. Agem como quem espera um cenário ideal para entrar no jogo.

São jovens que reclamam nas redes sociais, demonstram indignação com os políticos, explodem em manifestações de repúdio a empregos que não permitem equilíbrio entre a vida pessoal e profissional e apresentam expectativas de uma vida bem diferente que seus pais tiveram. Contudo, mesmo com toda essa agitação digital, teimam em não agir. Apenas reclamam de um cenário ruim, onde não são culpados e por isso, não acham justo que tenham que fazer algo para "arrumar a situação".

Esses jovens usam argumentos extraídos de artigos superficialmente lidos, encontrados fartamente na internet e formulam suas teorias para não fazerem nada. Optam por apenas viver o presente, como se não houvesse um amanhã.


Até quando o jovem continuará com essa atitude? Será que ele não percebe que, enquanto continuarem indiferentes, os mais veteranos continuaram fazendo as escolhas que afetarão suas vidas?

Felizmente vemos diariamente, que essa realidade tem exceções. Por isso que é fácil apontar alguns jovens que estão entrando no jogo para alterar essa realidade. Eles não reclamam do cenário ruim, nem das condições desfavoráveis. Eles optam por entrar no jogo da forma que está e, dentro do jogo, provocam as transformações que esperam.

Esses são os jovens que descobriram que as mudanças são parte do jogo, por isso escolheram fazer parte das mudanças ao invés de apenas assistir elas acontecerem.
Você faz parte de que grupo de jovens?

ARTICULISTA: Sidnei Oliveira

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