24/01/2017

Amazonas: Salário de admissão sobe em meio à crise

No Amazonas, o salário médio inicial subiu para   R$ 1.234,10, no ano passado, com ganho real de   0,57%, já descontada a inflação, segundo o levantamento do Ministério do Trabalho.

O salário de admissão do trabalhador celetista no Amazonas teve um crescimento real de 0,57% em 2016, já descontada a inflação do período. A remuneração inicial que era de R$ 1.151,84 em 2015, passou a ser R$ 1.234,10, em 2016, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). A crise econômica afetou não só o saldo de empregos no Estado que fechou o ano com a perda de 18 mil postos de emprego, mas a renda do trabalhador que vem perdendo poder de compra nos últimos anos.

Em 2015, o salário de admissão cresceu apenas 5,87% em relação ao de 2014, abaixo da inflação do período que alcançou 11,27%.

Já a relação entre o salário do homem e da mulher melhorou e caiu de 89,4%, em 2015, para 88,7%, ou seja, a mulher ganha R$ 0,88 para cada R$ 1 que o trabalhador do sexo masculino recebe. Apesar do resultado, o salário delas aumentou 5,7% no ano, abaixo do rendimento deles que cresceu 6,5%.

No Amazonas, o maior salário de admissão está no setor extrativo mineral com média de R$ 4.829,49, seguido do serviço industrial de utilidade pública com renda inicial de R$ 1.636,72, em seguida aparece a indústria que paga em média R$ 1.452,47 e a construção civil R$ 1.392,31. Os menores salários estão no comércio, com R$ 1.029,56, na agropecuária com R$ 1.079,81, na administração pública, com média de R$ 1.105,03 e em serviços, com renda média inicial de R$ 1.255,83.

O Amazonas perdeu 18 mil postos de emprego com carteira assinada, no ano passado, dos quais 6,2 mil só na indústria de transformação. Foi o segundo pior resultado desde 2003, o começo da série histórica, e superado apenas em 2015, quando 37 mil postos foram perdidos.

Nacional

No País, O salário médio de admissão caiu 1,09% em termos reais, ou seja, já descontada a inflação, em relação a 2015. O valor saiu de R$ 1.389,19 para R$ 1.374,12, de acordo com dados do Caged. Apesar disso, o Ministério do Trabalho destaca que a perda salarial em 2016 foi menos intensa do que no ano anterior, quando o recuo havia sido de 1,64% em relação a 2014.

Em 2016, a queda na média salarial dos homens (-2,43%) foi mais intensa do que no caso das mulheres (-0,99%), movimento que já havia sido observado no ano anterior. "Após dois anos sucessivos de redução mais acentuada dos salários de admissão masculino, a média salarial da mulher passou a representar 89,24% da média salarial do homem", disse o Ministério do Trabalho.

Reprodução: Diário do Amazonas / Beatriz Gomes

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