06/02/2017

Cesta básica do belenense custa 47% do salário mínimo em janeiro de 2017

Custo da alimentação básica do paraense é de R$ 406,40
Apesar do valor elevado, alimentação teve queda de quase 1%.


Um levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que o valor da cesta básica comercializada em Belém ficou 1,05% mais barata em janeiro de 2017 - uma redução irrisória, já que o morador da capital do Pará ainda precisa desembolsar R$ 406,40 para comprar os itens básicos da sua alimentação, ou 47% do salário mínimo de R$ 937, em vigor desde 1º de janeiro.

Segundo o Dieese, a queda no preço de alguns produtos jogou o valor da cesta para baixo. Entre os itens que ficaram mais baratos estão o feijão (14,26%), café (3,51%), leite (1,75%) e a carne de boi (1,35%). Na contramão da deflação, alguns produtos tiveram aumento de preços. É o caso do óleo de soja (7,61%), arroz (4,53%), tomate (1,46%) e manteira (1,15%).

Ainda de acordo com os economistas, uma família composta de dois adultos e duas crianças que more em Belém gasta, em média, R$ 1.219,20 com alimentação. Este valor equivale a 1,3 salários mínimos apenas para garantir a necessidade mais básica do trabalhador cdom a sua família.

Variação nos últimos 12 meses
O Dieese também pesquisou o preço dos alimentos nos últimos 12 meses, entre janeiro de 2016 e janeiro deste ano. Segundo os pesquisadores, a alta dos produtos alimentícios foi generalizada no último ano, fazendo com que a cesta básica ficasse 8,52% mais cara - um reajuste acima da inflação de 6,5%.

Nos últimos 12 meses o preço de alguns itens da cesta disparou. A maneiga, por exemplo, teve reajuste de 47,80%. A farinha de mandioca ficou 31,12% mais cara, e a banana não é vendida mais a "preço de banana": a fruta custa 23,06% a mais em 2017. O café também teve alta (20,79%), e o leite não ficou muito atrás (18,54% de aumento); outros itens comuns da mesa do paraense que ficaram mais caros foram o arroz (14,94%) e o pão (13,65%).

Salário insuficiente
Como de costume, o estudo conduzido pelos economistas do Dieese constata que o salário mínimo falha em garantir o que determina a constituição, que é capacidade de suprir as necessidades básicas de alimentação, educação, moradia, saúde e cidadania do trabalhador, já que só a alimentação básica de uma pessoa custa quase metade da remuneração básica.

No mês de Jan/2017, o Salário Mínimo oficial em vigor foi de R$ 937,00, mas o Salário Mínimo necessário para atender os preceitos constitucionais para uma família deveria ter sido de R$ 3.811,29. Este valor é cerca de 4,07 vezes maior que e o novo Salário Mínimo oficial.

Reprodução: G1 Pará

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