06/03/2017

Amazonas: ‘Chão de fábrica’ começa a abrir vagas de emprego no Distrito

As funções de operador de linha de montagem de aparelhos eletrônicos, moldador de plástico, montador de equipamentos eletrônicos e de eletrodomésticos lideram a oferta de vagas.

Com a abertura de 787 vagas em janeiro no Amazonas, a indústia ajudou a reduzir o ritmo de queda no nível de emprego no Estado, com as oportunidades criadas nas funções de operador de linha de montagem de aparelhos eletrônicos, moldador de plástico por injeção, montador de equipamentos eletrônicos e de eletrodomésticos. Essas cinco atividades de chão de fábrica estão entre as que abriram mais postos de trabalho no primeiro mês do ano. Os dados constam do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), ao apontar que o salário de admissão dessas funções varia de R$ 1.189 a R$ 1.282, no Estado.
Para a função de operador de linha de montagem de aparelhos eletrônicos, foram criadas 314 postos de trabalho, com a admissão de 395 trabalhadores e demissão de apenas 81, em janeiro. O salário médio inicial para essa função é de R$ 1.252,57. Em seguida, moldador de plástico por injeção aparece com 293 vagas a mais, após a admissão de 316 pessoas e demissão de 23. Nesse caso, o salário inicial médio é de R$ 1.282,49.

Já para a função de montador de equipamentos eletrônicos foram abertas 161 novas vagas com a diferença de 357 admitidos e 196 demitidos. Para montador de eletrodomésticos, foram 59 posto de trabalho gerados com a admissão de 75 trabalhadores e 16 demitidos. Os salários iniciais médios dessas funções são de R$ 1.189,66 e R$ 1.256, respectivamente. 
Na outra ponta, as funções do comércio foram as que mais perderam oportunidades de emprego, após o fechamento de 910 vagas no início do ano no setor. A função de vendedor de comércio varejista foi a com maior número de vagas encerradas, 669, contra 131 do operador de caixa, que aparece em seguida.
Operador de linha de montagem de aparelhos elétricos, repositor de mercadorias e motorista de caminhão vêm em sequência entre as ocupações com os menores saldos de emprego, em janeiro, segundo o levantamento do Ministério do Trabalho.

Salário de admissão
De acordo com os dados do Caged, no primeiro mês do ano, a administração pública foi o setor com a maior média de salário inicial no Amazonas, de R$ 8,6 mil. Em seguida, vem a extrativa mineral que somou entre os admitidos valor médio inicial de R$ 2,7 mil. As concessionárias de serviços públicos (serviços industriais de utilidade pública) pagaram em média R$ 1,7 mil aos trabalhadores contratados, enquanto a indústria pagou R$ 1,4 mil em média. Na sequência, aparece a construção civil e serviços com R$ 1,3 mil a média, comércio com R$ 1,1 mil e agropecuária com R$ 1 mil.

Resultado
O saldo de empregos no Amazonas no primeiro mês de 2017 apontou o fechamento de 1,4 mil vagas, segundo o Caged, divulgado na sexta. Apesar de negativo, esse é o melhor resultado para janeiro desde 2013 quando 14 postos de empregos foram gerados no Estado. Em janeiro do ano passado, foram encerradas 4,6 mil vagas, mais que o triplo.  
A indústria de transformação foi a maior responsável por abertura de vagas no Amazonas no primeiro mês do ano. Puxada principalmente pelo setor de material elétrico e de comunicações (695), a indústria gerou 787 vagas em janeiro. A extrativa mineral também abriu 31 postos. Os dois setores foram os únicos que apresentaram saldos positivos.
Na outra ponta, o setores do comércio e serviços foram os que mais perderam postos de trabalho no Estado com o encerramento de 910 e 705 vagas, respectivamente. A construção civil, por sua vez, terminou janeiro com 491 vagas fechadas e a agropecuária 107. Serviços Indústriais de Utilidade Pública e administração pública encerraram 27 e quatro vagas, respectivamente. 
Nacional
No País, a indústria de transformação também apresentou resultado positivo em janeiro com a geração de 17,5 mil vagas. Segundo o MTE, o desempenho reverteu a tendência de queda que ocorreu em janeiro do ano passado, quando foram fechados 16,5 mil postos. 

Reprodução: Beatriz Gomes via Diário do Amazonas

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