15/03/2017

Manaus: Polo Industrial retoma produção e supera média do país

A produção da indústria do Amazonas iniciou o ano com uma alta de 7,5% em relação a janeiro de 2016. De acordo com a pesquisa mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse é o terceiro resultado positivo consecutivo na comparação, o que reverteu a queda observada no último trimestre de 2016 (-1,1) no Estado. No País, a média da indústria foi de 1,4%, em janeiro. 

Com um índice de -7,8% no acumulado dos 12 meses, após -10,8% em dezembro, a indústria do Amazonas apresentou a taxa negativa menos elevada desde janeiro de 2015 (-5,5%). O segundo maior ganho de ritmo entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017, atrás apenas de Pernambuco que passou de - 9,4% para - 5,5%. 

Na comparação com dezembro, a produção industrial no Estado cresceu 0,5% em janeiro, após elevação de 4,2% em novembro e recuo de 2,1% em dezembro, em relação aos meses anteriores. 

Sete das dez atividades pesquisadas tiveram aumento na produção em janeiro, comparado a janeiro de 2016.

Destaques

Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (39,7%) exerceram a contribuição positiva mais relevante sobre o total da indústria, impulsionado, em grande parte, pela maior produção de televisores.

Vale mencionar ainda os avanços vindos dos setores de máquinas e equipamentos (100,1%), de produtos de borracha e de material plástico (29,7%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (52,7%) e de impressão e reprodução de gravações (88,8%), explicados, em grande medida, pela maior produção de aparelhos de ar-condicionado de paredes, de janelas, transportáveis (inclusive os do tipo 'split system') ou para uso central e terminais de autoatendimento, no primeiro; de peças e acessórios de plástico para a indústria eletroeletrônica e pré-formas de garrafas plásticas (inclusive de garrafas PET), no segundo; de chicotes elétricos para transmissão de energia (exceto para veículos), fornos de micro-ondas, disjuntores para tensão menor ou igual a 1kv, conversores estáticos elétricos ou eletrônicos e baterias e acumuladores elétricos (exceto para veículos), no terceiro; e de discos de vídeo (DVD) reproduzidos a partir de matrizes, no último.

Por outro lado, o principal impacto negativo veio do setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-12,4%), pressionado, especialmente, pelos itens óleo diesel e naftas para petroquímica. Os demais recuos vieram de bebidas (-6,1%) e de indústrias extrativas (-7,2%).

Reprodução: Beatriz Gomes via Diário do Amazonas

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