01/03/2017

Nada menos que 62% dos brasileiros não guardam dinheiro, diz pesquisa do SPC

Em janeiro, 29% dos abordados pela pesquisa informaram que guardam apenas o que sobra do orçamento. Só 7% reservam um valor fixo mês a mês. Total:  36% têm o costume de guardar.

No ápice do debate sobre a flexibilização das leis trabalhistas e da Previdência, em que se pressupõe que os brasileiros deveriam estar preocupados em fazer um pé de meia, 62% de um total de 801 entrevistados pela SPC Brasil e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) no País disseram que não guardam dinheiro. 

O levantamento é do mês de janeiro e embasa a primeira edição do Indicador de Reserva Financeira, que as entidades passarão a divulgar mensalmente a partir desta terça-feira. O índice reunirá também dados sobre a quantidade de brasileiros que conseguiram guardar ao menos parte dos seus rendimentos e acompanhará a evolução deste hábito.

Em janeiro, 29% dos abordados pela pesquisa informaram que guardam apenas o que sobra do orçamento. Só 7% reservam um valor fixo mês a mês. Somando-se os dois porcentuais, 36% têm o costume de guardar alguma quantia. Do total dos entrevistados, 2% preferiram não responder à pesquisa. Entre os poupadores, a média reservada foi de R$ 481. A maior parte busca proteger-se contra períodos de afastamento por doença e desemprego. A poupança é o principal destino da reserva, mas 20% ainda guardam dinheiro em casa, de acordo com a pesquisa da SPC Brasil e CNDL. 

O indicador mostra ainda que há diferenças entre o hábito de poupar de acordo com a classe social. Nas classes A e B, os poupadores habituais, independentemente de o valor ser fixo ou não, somaram 58% dos entrevistados. Já nas classes C, D e E somaram 30%.

Segundo o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro, o brasileiro não tem o hábito de poupar e, quando poupa, na maioria das vezes a poupança é o que sobra do orçamento, e não algo planejado. "A formação de uma reserva de dinheiro é um tópico fundamental para o equilíbrio das finanças pessoais, mas tende a ser negligenciada por boa parte dos consumidores", afirma Pellizzaro. Para ele, a consequência disso é que, no caso de um acontecimento imprevisto, muitos acabarão inadimplentes.

Os entrevistados também foram questionados sobre a poupança que fizeram no mês anterior à pesquisa. O indicador mostra que, em dezembro, expressivos 75% não conseguiram reservar nada de sua renda, contra 23% que pouparam. A diferença entre as classes também aparece aqui. Nas classes A e B, o porcentual de poupadores foi de 36%, enquanto nas classes C, D e E, foi de 19%.


Reprodução: Agência Brasil

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