19/04/2017

ARTIGO: Além do Limite

No passado pedíamos bênção a nossos pais avós e eles exigiam obediência, respeito e nunca responder a eles e a nossos professores. Quando o professor adentrava a sala de aula todos o recebiam com respeito e até certo temor.

Hoje muitos filhos controlam seus pais e não dão a mínima para seus avós e professores. Respeito é uma coisa que não cabe na atual geração que recebe várias denominações e vemos um desmoronamento de valores e princípios, que mesmo sendo rígidos ou não, persistiam no passado longínquo.

Vi minha avó passando os ternos do seu marido usando carvão e para fazer uma ligação telefônica ligava-se a uma telefonista que levava um tempão para completar a mesma e poderíamos falar com nosso destinatário.

Nos dias atuais com um simples toque do dedo falamos com o mundo e realizamos operações financeiras e comerciais com pessoas do mundo inteiro.



Passamos de um mundo regional e local para global. Vendo essas transformações de valores, tecnológicos e sociais podemos dizer que avançamos em muitas coisas.

Vivemos mais devido aos incrementos e gastos cada vez maiores na área da saúde, mas não percebo que esse viver mais significa que o ser humano está melhor.

Percebemos que a mãe natureza anda dando sinais de esgarçamento e o calor tem aumentado aqui na América do Sul, enquanto na América do norte o frio exacerbado transmite que algo não está indo bem.

O mundo mudou ou nós mudamos? Ambos têm percebido uma mudança global e que ainda não compreendemos tudo apesar do nosso desenvolvimento tecnológico. Que ironia! Apesar das conquistas realizadas patinamos em muitas coisas como humanidade, fraternidade e bem querer.

Vivemos mais, mas não necessariamente com qualidade. O sistema capitalista não nos deu respostas para resolver os problemas humanos e precisamos nos reinventar.

Como? Essa é a pergunta que não quer calar. A Europa, que era uma referência, está em crise e essa crise existencial perpassa a todos. Queremos mais e precisamos de estadistas e pessoas que sejam referência para essa mudança comportamental e política.

Enquanto isso nosso congresso ainda têm como referência pessoas em quem não confiamos e que entra ano e sai ano permanecem as mesmas, fazendo as mesmas trágicas opções apenas para si e que não levam o país a lugar nenhum. Tristes trópicos e sendo assim continuamos a pensar se esse país tem jeito. Tem?


ARTICULISTA: Palestrante Robson Paniago é Administrador Tecnológico & Social
Contato: robsonpaniago@hotmail.com; robson.paniago@fgv.br
Fones: (19) 99903-7805


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