28/04/2017

ARTIGO: Tomada de decisão no ambiente empresarial.

Andrew Grove foi presidente da Intel Corporation, a maior fabricante de chips do mundo. Em 1993, a Intel lançou o poderoso Pentium. No prazo de um ano, esse chip havia se convertido nos cérebros de mais de 4 milhões de PCs. Em 1994, um professor descobriu uma falha matemática no chipPentium, que apresenta solução incorreta para divisão envolvendo números muito grandes.

Os consumidores e analistas exigiram que a Intel substituísse os chips defeituosos. Alegando que a falha era secundária, a Intel apenas concordou em substituir chips se os usuários demonstrassem que necessitavam de uma margem extra de precisão.

Logo depois disso, a IBM anunciou que a falha era tão importante que estava suspendendo as remessas de seus PCs contendo o chip Pentium. Em decorrência disso, a reputação da Intel e o preço de suas ações desabaram.

Finalmente, no dia 12 de dezembro, a Intel anunciou que substituiria todos os chips Pentium gratuitamente, o que lhe custou de 300 a 400 milhões de dólares em chips e danos inestimáveis à sua imagem pública.

A ironia com o incidente da Intel é que Grove adotou uma abordagem lógica e analítica para tomar sua decisão. Mas ele falhou na identificação correta do problema.

O problema de Grove não residia nos chips defeituosos mas nos clientes que já não confiavam em seus computadores para executar cálculos seguros.

Grove apresentou a solução correta para o problema errado. Este exemplo mostra que a boa decisão depende tanto da compreensão correta do problema como da escolha da alternativa certa.

A pessoa que procura otimizar suas decisões é racional e faz escolhas coerentes visando maximizar valor dentro de limitações específicas.

As pessoas que vão tomar uma decisão analisam alternativas segundo um dentre três conjuntos de condições. Sob condições de certeza, o tomador de decisão conhece de antemão o resultado das decisões.

Sob condições de risco, o tomador de decisão utiliza a experiência pessoal ou informações secundárias para calcular a probabilidade de alternativas ou resultados.

Uma abordagem racional para avaliar alternativas sob condições de risco é a do valor esperado, um conceito que permite aos tomadores de decisão atribuir um valor monetário às consequências positivas ou negativas que resultariam da seleção de uma alternativa viável.

Se os tomadores de decisão não dispõem de informações suficientes para selecionar alternativas claras ou calcular seu risco, precisam tomar decisões sob condições deincerteza. Para fazer isso, devem recorrer à intuição e à criatividade.

Quem toma decisões racionais usa a criatividade para combinar ideias de maneiras novas e fazer associações incomuns entre ideias. A maioria das pessoas possui potencial para solucionar problemas de modo criativo mas não aprendeu a liberá-lo.

Às vezes, instruir alguém a "ser criativo" e evitar as abordagens óbvias (o método da instrução direta) pode resultar em soluções criativas.

ARTICULISTA:
Palestrante Robson Paniago é Administrador Tecnológico & Social
Contato: robsonpaniago@hotmail.com; robson.paniago@fgv.br
Fones: (19) 99903-7805

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Nota editorial: Os pensamentos e ideias acima expostos não necessariamente refletem nossa opinião e são de responsabilidade exclusiva do (s) Autor (es) do Artigo

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