11/04/2017

Pará: Março apresenta queda no percentual de paraenses endividados

Números de março deste ano são os menores desde o ano de 2012.

O último mês de março fechou com pouco mais de 170 mil famílias belenenses endividadas, o que corresponde a 43,5% da população. Apesar de parecer um percentual alto, envolvendo quase metade dos habitantes da capital, o indicador é o melhor para o mês, desde 2012, quando a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) iniciou a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). No ano passado, por exemplo, neste mesmo mês, cerca de 293 mil famílias (74,9%) tinha algum tipo de dívida. Neste mesmo período, a margem de famílias que responderam está entre mais ou menos e muito endividada caiu de 43,2% para 28,2%. Consequentemente, o percentual de famílias sem nenhuma dívida passou de 25% para 56,5%.
Mais do que indicar um maior controle das finanças por parte dos consumidores belenenses, os índices apontam que a economia paraense tem dado sinais mais positivos no enfrentamento à crise nacional. Prova disso, é que em todo o País o conjunto de famílias com dívidas é de 57,9% - apenas 2,4 pontos percentuais abaixo do resultado de março de 2016 (60,3%). O mesmo pode ser constatado quanto as famílias inadimplentes. No mês passado, foram contabilizadas 150.279 famílias com dívidas ou contas em atraso, 38,4% do total. Em março de 2016, eram 190.794 (48,8% do total). Nos dois períodos, o índice nacional oscilou de 23,5% para 23,7%.
A parcela de famílias de Belém que disseram que não terão como pagar as dívidas e que, portanto, permanecerão inadimplentes também registrou queda acentuada ao longo dos últimos doze meses. Alcançou 17,4% em março de 2017 (67.871 famílias), ante 23,5% em março de 2016. Novamente, na contramão do desempenho paraense, o indicador nacional anotou alta no período, passando de 8,3% em março de 2016 para 9,9% no mês passado - maior patamar do indicador desde janeiro de 2010, quando estava em 10,2%.
O tempo médio de atraso para o pagamento de dívidas na capital paraense foi de 58,1 dias em março de 2017, abaixo dos 59,5 dias de março de 2016. Em média, o comprometimento com as dívidas caiu de 6,5 meses para 5,7, sendo que 27,5% das famílias possuem dívidas por mais de um ano (era 29,6%). Entre aquelas endividadas, apenas 2,3% afirmam ter mais da metade da sua renda mensal comprometida com o pagamento de dívidas. Em março de 2016, era 22,7%.
Para 60,5% das famílias de Belém que possuem dívidas, o cartão de crédito permanece como o principal vilão, seguido de carnês (39,3%) e, em terceiro, crédito pessoal (20,3%). Outro sinal de melhora na relação entre a renda e a dívida dos consumidores de Belém. Em março de 2016, o cartão de crédito respondia por 75,1% das dívidas das famílias, os carnês por uma parcela de 25,5%, o crédito pessoal por 25,5% e crédito consignado por 16,7%.
Reprodução: ORM News

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