15/05/2017

Amazonas: Afastamento do trabalho por estresse cresce 54%

Dados do INSS mostram que cresceu o número de trabalhadores do Amazonas que foram afastados de seus empregos por conta de estresse. Especialistas enumeram os principais sintomas.

O número de trabalhadores que foram afastados dos postos de trabalho por estresse, no Amazonas, cresceu 50,46%, entre os anos de 2010 e 2014. Os dados fazem parte do levantamento mais recente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e mostram que o número de pessoas que sofrem de estresse vem crescendo.
De acordo com a psicóloga Rosenira Dantas, 50, quando se fala de estresse, as reações são variadas. A doença pode ser caracterizada não somente pela sensação de medo, mas também pelo desconforto, preocupação, irritação e ansiedade. Os sintomas característicos são o aumento da pressão sanguínea, palma das mãos suadas, tremores, músculos tensos, além de tiques nervosos.

"Às vezes qualquer motivo banal do dia a dia já gera uma irritação, mas esse estresse já vem de certo tempo e a pessoa não percebe. O estresse quando se cronifica é altamente tóxico, porque ele libera na corrente sanguínea um hormônio chamado cortisol, que, quando liberado em excesso, acaba afetando o comportamento. Por exemplo, é a causa daqueles famosos 'brancos' na mente, quando a pessoa esquece o que ela tinha pra falar ou fazer. Isso não é Alzheimer. Isso é, na verdade, estresse", explica Rosenira Dantas.
A professora Mirtes Nunes, 51, passou por um momento de estresse e está afastada do trabalho, desde outubro do ano passado. "Eu tremia, suava muito e sentia meu coração disparado. Então fui ao médico e ele disse que eu teria que me afastar da profissão, que apesar de eu gostar muito, no momento, estava me fazendo mal. Então tirei licença médica, porque ninguém é uma máquina. Chega um momento que a gente precisa parar e ter calma. Eu fiz acupuntura, pilates e várias atividades. Fazer exercício físico é sempre bom pra relaxar", conta a professora.
Segundo o neurologista Torben Cavalcante, 32, o estresse pode gerar vários problemas emocionais de ansiedade, depressão e acaba agravando doenças como Parkinson, epilepsia, e enxaqueca, por exemplo. Também deixa a pessoa vulnerável a infecções como gripes, pneumonia e pode ser o fator desencadeante de doenças vasculares como o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e pico de pressão. 
"Muitos pacientes vão ao meu consultório atrás de remédios pra acalmar, porque estão muito estressados ou muito nervosos, mas eu prefiro recomendar atividades que não envolvam medicamentos, porque o remédio não é a solução. O ideal é que a pessoa tire um tempo pra si mesmo, e faça algo pra relaxar, como um hobby ou caminhada. Geralmente, a atividade física melhora muito", afirma o neurologista.
É preciso fazer atividades, como ioga e pilates, e ter mais horas de sono, nos casos de pessoas que apresentam vários sinais de estresse, destaca Torben Cavalcante.
Reprodução: Sofia Lorrane via Diário do Amazonas

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