26/06/2017

Estudo revela as pretensões profissionais dos jovens

A pesquisa do Nube quis saber a opinião dos jovens sobre o local dos sonhos para suas carreiras deslancharem. O público entrevistado respondeu a pergunta: "Qual o tipo de empresa é ideal para se atuar?"

As novas gerações chegaram ao mercado trazendo diferentes aspirações. Aos poucos, as culturas organizacionais, burocracias e a forma como o capital humano era visto se modificaram e ganhos foram obtidos. Pensando nisso, o Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube) quis saber a opinião dos jovens sobre o local dos sonhos para suas carreiras deslancharem. Uma pesquisa foi realizada com a pergunta: "Qual o tipo de empresa é ideal para se atuar?". O resultado apontou para pessoas, entre 15 e 26 anos, em busca de mais estímulos e oportunidades na trajetória profissional.

O estudo foi feito em todo Brasil e contou com a participação de 26.193 indivíduos. Com 53,39%, ou seja, 15.555 votos, a alternativa 'uma organização inovadora e com espaço para novas ideias' foi a preferida dentro da faixa etária mencionada. "Hoje, há uma procura por algo muito além da boa condição financeira ou estabilidade profissional. A juventude vai atrás de algo capaz de fazer sentido, onde se sinta parte e tenha o alinhamento entre a cultura da corporação e os seus valores pessoais", explica Lucas Fernandes, analista de treinamento do Nube. Para ele, organizações com outra visão, sem rótulos e estereótipos, com gestões horizontais, participativas e focando no potencial de cada um são o futuro.

Empreendimentos 'jovens e em crescimento' chamaram a atenção de 24,21% (6.341) do público questionado, levantando o interesse para ingressar, por exemplo, nas famosas startups. "Esse tipo de negócio tem uma ascensão acelerada e um alto grau de desenvolvimento dos envolvidos. Logo, quem intenciona alavancar a sua carreira e pretende alcançar resultados rápidos, sonha em fazer parte desse quadro de colaboradores", avalia o especialista.

Com 12,04%, 3.153 votantes ainda se mostraram, apesar dos novos tempos, mais conservadores e optaram por locais 'tradicionais, com regras bem definidas'. Esses são empreendimentos mais estáveis, com chances de evolução, porém com pouca autonomia e participação. Todavia, para não ficarem para trás, investem em programas e consultorias, a fim de estarem mais próximos das tendências atuais.

"Esse movimento, ao contrário do pensamento de muitos, não diz respeito a paredes coloridas e salas de recreação, muito menos a jogos e atividades lúdicas. Os jovens esperam um ambiente acolhedor, onde possam colocar suas ideias, criticar, receber feedbacks, ter uma boa relação com seus gestores e com todo o grupo, ter desafios e ver o seu potencial não ser subestimado por estarem no primeiro emprego ou por serem pouco experientes", enfatiza Fernandes.

Já para 4,37% (1.144), um lugar "eficiente, mas com pouca competitividade" é o ideal. Certamente, quem ingressa no mundo corporativo ambiciona e tem seus planos, porém, como característica dessa geração, juntamente ao crescimento acelerado e as realizações imediatistas, está um raciocínio coletivo e com mais respeito aos valores sociais. "Portanto, a rivalidade se torna irrelevante em relação a aspectos mais importantes, como possibilidade de desenvolvimento e participação", esclarece o analista.

Seja qual for a opção preferida, uma escolha deve ser igual para todos: o estágio. "Afinal, a juventude é uma fase vulnerável aos riscos do mercado e, ao obter essa vivência, será possível adquirir experiência, e mais, aprofundar o conhecimento na área de estudo. Logo, é indispensável a qualquer aluno em busca do sucesso profissional", finaliza Fernandes.

Mercado de trabalho

Outro desafio de muitos jovens é como chegar ao mercado de trabalho, e escolher a carreira a seguir. Aqueles que acertam nesse tema definitivo apresentam outras questões ao longo do exercício de suas profissões, são perguntas que fazem refletir sobre habilidades, competências e até mesmo de como lidar com os milhares de desafios do dia a dia.

Alexsandro Nascimento, mestre em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas-(FGV-EAESP), especializado em Administração da Tecnologia da Informação e master coach de carreiras, explica que, o primeiro ponto a ser avaliado é se, definitivamente, a escolha foi feita da forma correta. "É preciso amar o que faz. Trabalhar com o que não gosta e muito menos, se esforçar para alcançar metas, não trará possivelmente os benefícios esperados a longo prazo", explica.

Reprodução: Diário do Amazonas

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