12/07/2017

AM lidera queda da indústria em maio, mas mostra crescimento em relação a 2016

No acumulado dos cinco meses do ano, a alta foi de 1,9%, com seis das dez atividades em alta, puxado por eletroeletrônicos e ópticos, como televisores.


Apesar de liderar a queda da produção do País em maio, com retração de 3,6% frente a abril, a atividade industrial do Amazonas mostra crescimento em relação ao no passado. De acordo com a Pesquisa Mensal da Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no acumulado dos cinco meses do ano, a alta foi de 1,9%, com seis das dez atividades em alta, puxado por eletroeletrônicos e ópticos, como televisores.

"O quadro está melhor do que o ano passado, pois há um crescimento em várias atividades", avaliou o disseminador de informações do IBGE no Amazonas, Adjalma Nogueira Jaques. No comparativo do acumulado nos cinco meses até maio, por exemplo, a taxa de 2015 em relação a 2014 chegou a cair 17,2%. Já nos cinco meses de 2016 em relação ao mesmo período de 2015, a queda reduziu para 11%, até ficar positivo em 1,9%, nesse comparativo, de janeiro a maio deste ano sobre 2016.

O IBGE aponta como positivo o ritmo de crescimento observado no primeiro trimestre de 2017, de 1,0%, contra iguais períodos do ano anterior. Outro dado de incremento é a redução do ritmo de queda da taxa acumulada no intervalo de 12 meses, até maio, que recuou 2,6%, em relação a igual período do ano anterior.  Nesse comparativo de maior amplitude, a produção industrial do Amazonas  manteve a redução na intensidade de queda iniciada em junho de 2016 que chegou a despencar 18,2%.

No confronto entre maio de 2017 com igual mês do ano passado, a queda foi de apenas 0,1% e ocorreu em quatro das dez atividades pesquisadas. O recuo do quadro geral foi influenciado pela retração dos setores de bebidas (-10,0%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-11,0%), de motocicletas (-16,2%) e de indústrias extrativas (-17,2%).

Sobre essa queda de maio, Adjalma Jaques cita, como exemplo, o subsetor de motocicletas, que no ano passado registrava  retração superior a 20% e, neste ano,  está um pouco acima de 16% de redução da produção.

Em sentido inverso, o IBGE aponta forte expansão da atividade industrial em maio frente a igual mês do ano passado, liderado por equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, segmento que evoluiu 31,5%, impulsionado, em grande parte, pela fabricação de televisores e pelos setores de máquinas e equipamentos, com alta de 84,6%, com o aumento da produção de condicionadores de ar do tipo do tipo split system.

 

Nacional

O crescimento de 0,8% no ritmo da produção industrial nacional foi resultado da expansão em dez dos 14 locais pesquisados, na passagem de abril para maio, o IBGE.

O parque industrial de São Paulo, o maior do País, registrou um avanço de 2,5%. O resultado sucede uma alta de 1,1% no mês anterior.

A indústria paulista, no entanto, está longe de uma trajetória de retomada, avaliou Rodrigo Lobo, analista da Coordenação de Indústria do IBGE. O maior parque industrial  do País ainda opera 22,6% abaixo do pico registrado em março de 2011.

 

Produção de motos reduz queda de 33,4% para 8,8%, no semestre

A produção de motocicletas caiu menos no primeiro semestre deste ano em relação ao acumulado em igual período de 2016, ao reduzir a queda de 33,4%, para 8,8%. O balanço é da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas. Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) divulgado nesta terça-feira (11).

No período foram fabricadas 464.732 unidades. Apesar da queda, a entidade mantém a previsão feita no início do ano de um crescimento de 2,5% na produção de motocicletas, com a fabricação de 910 mil unidades.

De acordo com o presidente da entidade, Marcos Fermanian,  haverá uma melhora a partir de agora. "Historicamente, o segundo semestre tem melhor desempenho de vendas. Além disso, outros fatores como o Salão Duas Rodas, o 13º salário e a chegada do verão ajudarão a fechar o ano com resultados um pouco mais satisfatório", disse Fermanian. No comparativo de junho, a queda foi de  38,5% em relação a junho de 2016 e na comparação com maio, a produção caiu 35,3%.

Exportações

O volume de exportações cresceu 4,1% ao longo do primeiro semestre. Segundo Fermanian, o crescimento das foi determinado, basicamente, pelas compras feitas pela Argentina.

Os argentinos importaram 32.417 unidades,  1.283 unidades a mais sobre 2016. "As exportações é que estão nos levando a manter a nossa projeção de crescimento de 2,5% na produção para este ano", Fermanian.

Reprodução: Diário do Amazonas

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