15/09/2017

Amazonas tem menor índice de calote em seis anos

A taxa de inadimplência do consumidor no Amazonas chegou a 4,91% em julho, nas operações de crédito, segundo o Banco Central. A liberação de recursos do FGTS é uma das razões para a queda

A taxa de inadimplência do consumidor no Amazonas chegou a 4,91% em julho, nas operações de crédito das instituições bancárias, segundo o Banco Central do Brasil (BCB). Apesar de alto, esse é o menor índice de calote das famílias do Estado desde março de 2011. No Brasil, a taxa ficou estável em 5,7% no sétimo mês do ano, com relação a junho.

A liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)  e a queda nos juros são algumas das razões apontadas por economistas do banco para a queda na taxa de inadimplência.

O índice de julho ficou 0,32 ponto percentual abaixo do resultado de janeiro, 5,23%, mas teve um ligeiro aumento com relação a junho (4,84%). Desde o início do ano, a taxa de inadimplência está caindo no Estado e esse foi o segundo mês seguido com taxas em torno de 4%.

As operações, que incluem cartões de crédito, financiamentos e cheque especial, somaram R$ 13,6 bilhões no Estado em julho, R$ 100 milhões a mais que em janeiro, um aumento de 0,97%. Com relação ao ano passado, as operações de crédito cresceram em R$ 167 milhões ou 1,24%.

O mercado de crédito brasileiro iniciou o terceiro trimestre com retração de 0,6% no estoque total, em julho, sobre o mês anterior, a R$ 3,062 trilhões, segundo os dados do Banco Central.

Empresas

Já a taxa de inadimplência das empresas no Amazonas ficou em torno de 4,31% em julho, abaixo do índice de janeiro 4,60%, mas acima do resultado de julho do ano passado, quando os calotes chegaram a 3,94%.

As operações de crédito referentes a pessoas jurídicas totalizaram R$ 10 bilhões, no início do terceiro trimestre, abaixo de janeiro, com R$ 10,3 bilhões e do mesmo período de 2016, com R$ 10,9 bilhões.

No total, os calotes nas operações de instituições bancárias ficaram em média em 4,65%, a menor desde o início do ano, quando o índice chegou a 4,96%. Ano passado, a taxa era de 4,87%.

O saldo das operações de crédito também foi o menor do ano com R$ 23,6 bilhões no Estado, 3,25% abaixo do mesmo período do ano passado, R$ 24,4 bilhões.

Desde abril, o cartão de crédito começou a atuar com novas regras para evitar o aumento da inadimplência. O rotativo só pode ser usado até o vencimento da fatura seguinte. Se na data do vencimento o cliente não tiver feito o pagamento total do valor da fatura, o restante terá que ser parcelado ou quitado.

Reprodução: Diário do Amazonas

 

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