17/01/2018

ARTIGO: A importância do Administrador no Economic Value Added

A IMPORTÂNCIA DO ADMINISTRADOR NO ECONOMIC VALUE ADDED E A AÇÃO DO COMITÊ DE RECUPERAÇÃO DE ATIVOS FISCAIS
O Brasil está atravessando um momento singular em diversos setores, a economia está se remodelando e a gestão privada e pública busca novas ferramentas e ações para buscar o crescimento de sua arrecadação e a figura do auditor financeiro principalmente mostra a sua importância cada vez mais.
A Lei 4.769/65 que ratifica a atividade de administração financeira dentro das empresas públicas e privadas como atribuições da profissão do administrador e a Resolução Normativa CFA nº 375, de 13 de novembro de 2009 que reconhece a apuração do E.V.A. (Economic Value Added) como atividade profissional do Administrador mostra a importância deste profissional dentro do mercado neste momento de instabilidade econômica.
E.V.A. se traduz em um sistema de governança corporativa, transformador da cultura organizacional e um completo sistema de gerência financeira que orienta as decisões financeiras e estratégicas de uma organização logo podemos dizer que ela é ferramenta de mensuração da lucratividade operacional real das empresas.
O Governo do Estado do Pará, por meio do Decreto nº 1.954, institui o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos do Estado do Pará (CIRA/PA), esta é uma atividade  importante pois este novo órgão terá atribuição de, mediante troca de informações, propor medidas aos órgãos e às instituições públicas que o integram, com vistas ao aprimoramento e efetividade de ações voltadas para recuperação de ativos, além da prevenção e combate aos crimes contra a ordem tributária, econômica e contra as relações de consumo, entre outros. Serão monitoradas ações fiscais, dos processos judiciais, cíveis e criminais, que envolvam débito fiscal ou daqueles de qualquer valor em que seja verificada a existência de indícios de fraude, dolo e ou simulação.

Esta é uma atividade muito importante pois demonstra o grau de preocupação do governo com os problemas financeiros do Estado e consequentemente enfatiza a necessidade de que os profissionais da administração devem ter para organizar as empresas para se adequar a legislação vigente e demonstrar como é possível empreender de forma ética, eficiente e eficaz.
O novo modelo do CIRA-PA, será integrado por representantes da Procuradoria-Geral do Estado, da Secretaria de Estado de Segurança Pública, além da Secretaria de Estado de Fazenda e Polícia Civil, além de estar facultado a presença do Ministério Público Estadual, esta nova entidade publica vem para recuperar bens e direitos obtidos ilegalmente, por meio de ações judiciais e administrativas, além daquelas que visem acautelar o patrimônio público, com isso ela também deverá apurar e reprimir os crimes contra a ordem tributária e a lavagem de dinheiro, com especial enfoque para a recuperação de ativos, promovendo ações que resultem na responsabilização administrativa, civil e criminal dos envolvidos.
O código de ética do administrador é bastante rígido nos assuntos ligados a "conformance" com as normas é uma expressão técnica emprestada da disciplina de gestão de qualidade da informação e dos procedimentos técnicos, uma vez que as atividades do profissional da administração, não deve gira em torno de obedecer aos interesses do empresário ou gestor público que atua de forma irregular, pois ele deve estar "in conformance" com uma norma entenda o espírito da norma.
O CIRA-PA deverá incentivar o desenvolvimento de ações operacionais integradas entre os órgãos e as instituições envolvidas, além de promover de forma integrada, encontros, seminários e cursos visando à valorização e ao aperfeiçoamento técnico de servidores dos órgãos e das instituições possibilitando a estes profissionais o monitoramento de ações fiscais, dos processos judiciais, cíveis e criminais, que envolvam débito fiscal a partir de R$3.000.000,00 (três milhões de reais), ou daqueles de qualquer valor em que seja verificada a existência de indícios de fraude, dolo e/ou simulação.
Abrindo assim ainda mais o mercado para o profissional da administração como vemos na afirmação de Franco e Marra (1992, p.207) (...) todos os instrumentos da organização destinados à vigilância, fiscalização e verificação administrativa, que permitem prever, observar, dirigir ou governar os acontecimentos que se verificam dentro da empresa e que produzem reflexos em seu patrimônio. Pois além de atuar na área financeira há a possibilidade de atuar como auditor independente dentro das organizações.
Então podemos concluir que mesmo havendo um m
sinadercado de incertezas o profissional qualificado tem condições de atuar se ele estiver preparado para estudar, pesquisar, discutir, elaborar e deliberar sobre o conteúdo de atos normativos pelos órgãos reguladores brasileiros, visando dirimir dúvidas quanto à implementação destes pronunciamentos técnicos para seus empregadores ou clientes.

ARTICULISTA: Adm. Hinton Bentes 


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Nota editorial: Os pensamentos e ideias acima expostos não necessariamente refletem nossa opinião e são de responsabilidade exclusiva do (s) Autor (es) do Artigo

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