07/08/2018

Cai número de brasileiros que preferem usar o dinheiro para pagamentos, diz BC

Em 2013, o dinheiro era usado com maior frequência por 78% dos entrevistados. Uso de crédito e de débito cresceu.

A maior parte dos brasileiros ainda prefere pagar suas compras com dinheiro, mas o uso dessa forma de pagamento vem caindo nos últimos anos, aponta pesquisa divulgada pelo Banco Central nesta quinta-feira (19).
De acordo com o estudo, 60% dos entrevistados responderam que o dinheiro é a forma de pagamento utilizada com maior frequência. Na pesquisa anterior, divulgada pelo BC em 2013, esse índice era de 78%.
O BC informou ainda que 4% dos entrevistados neste ano disseram que nunca usam dinheiro ou moedas para pagar compras. Em 2013, 100% disseram que o dinheiro era uma das formas utilizadas.
Já o preferência pelo cartão de débito e de crédito aumentou: passou de 9% para 22%, no caso do cartão de débito; e de 12% para 15%, no caso do cartão de crédito.
A pesquisa de 2018 do BC foi feita no mês de abril e ouviu 2 mil pessoas, sendo mil dos entrevistados da população em geral e os outros mil entre funcionários do comércio e de estabelecimentos de serviço que trabalham como caixa.
Valor das compras
O uso de dinheiro, cartão de crédito e cartão de débito varia de acordo com o valor das compras. Naquelas de até R$ 10, 88% dos entrevistados costumam usar dinheiro, 9% cartão de débito e 2% crédito.

Em compras acima de R$ 500, o crédito é a forma mais utilizada (43%). Outros 18% disseram preferir cartão de débito e, 31%, o dinheiro.
Salário
Segundo o chefe adjunto do departamento do meio circulante do BC, Fábio Bollmann, chama a atenção na pesquisa o índice de brasileiros que ainda recebem o salário mensal em dinheiro.
De acordo com o levantamento, 29% dos entrevistados disseram receber o salário em dinheiro. A maioria, 48%, recebe em depósito em conta corrente, poupança ou conta salário. Já 0,4% afirma receber em cheque e 22% disseramnão ter renda.
Na pesquisa anterior, 51% dos entrevistados recebiam o salário em dinheiro e 29% em depósito.
Comércio
No comércio, o dinheiro também é a forma de pagamento mais frequente (52%), seguida pelo cartão de crédito (31%) e pelo cartão de débito (15%).
O uso de cartão de débito foi o que mais cresceu no comércio nos últimos 5 anos. Em 2013 era de 4%.
De acordo com o BC, os pagamentos em dinheiro representam atualmente 50% do faturamento do comércio, contra 55% em 2013.
O cartão de débito aumentou de 14% para 20% sua fatia no fluxo de caixa dos estabelecimentos. Já o uso de cheques diminuiu 2 pontos porcentuais, passando para apenas 1%. As vendas feitas em cartão de crédito ficaram estáveis no período, com 25%.
Notas falsas
Nos últimos 5 anos caiu o número de pessoas que já recebeu notas falsas: passou de 28%, em 2013, para 23%, em 2018.
A pesquisa alerta que, mesmo para notas de maior valor, grande parte da população não verifica se o dinheiro é falso ou verdadeiro.
Segundo o BC, 39% dos entrevistados disseram que nunca verificam se as notas de R$ 50 são falsas e 38% afirmaram não verificar se as notas de R$ 100 que recebem são verdadeiras ou não.
Quando verificam, a marca-d'água é o item de segurança mais conhecido, seguido pelo fio de segurança e pela textura do papel moeda.
No comércio, 47% dos entrevistados disseram que já receberam nota falsa e a textura do papel é o item mais usado para verificar a veracidade da cédula, seguida pela cor.
Entre os comerciantes, o porcentual de pessoas que verificaram se as notas são verdadeiras ou falsas também é maior do que entre a população de forma geral.
Segundo a pesquisa, apenas 12% dos entrevistados afirmaram que nunca verificam se as notas de R$ 50 são verdadeiras ou falsas e apenas 11% deixam de checar as notas de R$ 100.
Moedas
Um em cada quatro brasileiros disseram guardar moedas em casa ou no trabalho. Segundo a pesquisa do BC, 26% dos entrevistados guardam moedas, 54% carregam moedas na carteira e 10% deixam no carro para pequenos pagamentos e doações.
Segundo Bollmann, o Brasil tem cerca de 8 bilhões de moedas fora de circulação, ou seja, perdidas ou guardadas.
De acordo com a pesquisa do BC, 59% dos entrevistados afirmaram que guardam as moedas por até um mês; 21% entre um mês e seis meses; 12% entre seis meses e um ano; e 7% por mais de um ano.
Reprodução: G1

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